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O AMOR É A MARCA DO CRISTÃO (Jo, 13,31-35)

(O que este Evangelho diz para nós?)

Queridos irmãos e irmãs,
Este trecho do evangelho segundo João nos propõe hoje refletir sobre como Jesus desejou ensinar seus discípulos sobre o amor de uns pelos outros. Para situar, havemos de lembrar que esta narrativa se dá logo após o relato do lava-pés e o anúncio da traição de Judas, onde Jesus dá o exemplo de que amar e servir são realidades totalmente ligadas. Mesmo diante da presença do traidor, o amor de Jesus não usa de violência e nem condena. Esse amor, puro dom, deve ser entendido e posto em prática pelos seus discípulos.

Ao anunciar aos discípulos a sua partida iminente, Jesus enfatiza o que deve caracterizar a vida da comunidade de fé. O amor que ele manifestou, na fidelidade com o Pai, com todas as suas consequências, deve ser a nota distintiva dos seus seguidores. Também nós refletimos numa abordagem semelhante nesta última grande célula, quando fomos levados a lembrar as finalidades da célula. Trataremos nesta semana de algumas delas. Na próxima propomos ver as demais.

* Crescer na intimidade com o Senhor – o discípulo que caminha com Jesus aprende dele, não só a partir dos seus discursos, mas sobretudo pela sua prática de vida. A intimidade do Senhor se conquista por uma vida de oração, na intimidade com a Palavra que traz a revelação de Deus até nós, no acolhimento do que esta Palavra revela e clama por mudança em nossa vida, no respeito e acolhimento da realidade dos irmãos, na experiência da vida em comunidade. Se Jesus não nos fizer falta, se pudermos passar ao longe da sua Palavra, dos sacramentos, da oração, se a Palavra dele não nos inquietar, Ele continuará sendo um grande homem que passou pela humanidade, mas ainda não o teremos acolhido como nosso Mestre e Senhor, do qual temos sede de presença e proximidade.

* Crescer no amor recíproco – amar como Jesus amou é viver cotidianamente a atitude de serviço. É aprender, mesmo que não nos seja tão natural, a amar e servir os outros, com todas as suas qualidades e com seus “pecados”. Não se trata de ser conivente com o pecado (já refletimos sobre a necessidade de instruir os irmãos quanto as verdadeiras dimensões do ser humano e da fé não estão sendo consideradas), mas amar o pecador e estender a ele nossos braços, nossas palavras, nosso acolhimento. Cada célula há de se tornar um espaço onde uma nova relação familiar é instaurada, sem julgamentos, sem opressões. Lembremos que o ensinamento de Jesus abrange, inclusive, os inimigos. Mesmo traído por um membro do seu grupo íntimo, Jesus não entra na dinâmica da vingança, da violência ou do ódio. Sua prática é a da misericórdia.

* Partilhar Jesus com os outros – após a experiência pascal, os discípulos descobriram Jesus como o Salvador das suas vidas, já não podendo calar este anúncio. Outrora estes homens enfrentaram todo tipo de tribulação para garantir a conversão dos que ainda não conheciam Jesus, para colaborar com a vida da comunidade nascente, para testemunhar através de uma prática de comunhão. Lá como aqui, eram necessárias orientações claras para que o Evangelho não fosse deturpado ou manipulado, mesmo que isso significasse “remar contra a corrente”. Longe de ser motivo de desânimo, as dificuldades que enfrentamos em nossas células devem tornar o discípulo ainda mais fortalecido em sua opção pelo reino de Deus.

PARA REFLETIR:

1-Se pudéssemos tirar uma foto da nossa célula, a imagem dela seria capaz de refletir a dimensão desse amor que Jesus ensina a ter uns pelos outros? Por que sim ou por que não?  

2- Destas 3 primeiras finalidades das células, qual precisa de mais atenção para que possamos alcançar um melhor êxito na vida da nossa célula?