Estudo Semanal
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UMA MÃE QUE GERA FILHOS (At 8, 1-8)

Caros irmãos e irmãs,

Nós cristãos vivemos numa Igreja inserida num mundo que nem sempre prega e vive os valores de Deus. Isso certamente a coloca no centro dos ataques e das opiniões como uma instituição “retrógrada” e afastada da realidade dos homens.

Mas, de fato, quem conheceu a Jesus tem a força e a coragem de anunciá-lo. Da mesma forma, quem recebeu o batismo tem a força de caminhar, de seguir adiante, de evangelizar, de ser portador da verdade.  E quando fazemos isso a Igreja se torna uma mãe que gera filhos capazes de levar Cristo ao mundo. A Igreja não pode se comportar como uma “babá que cuida da criança para fazê-la dormir”. Se fosse assim seria uma “Igreja adormecida”, não a igreja vivificada pelo Cristo ressuscitado.

Após o martírio de Estêvão, estourou uma violenta perseguição contra a Igreja de Jerusalém. Lemos no livro dos Atos que a Igreja estava toda tranquila, toda em paz, a caridade reinava entre eles, cuidavam das viúvas. Mas depois chega a perseguição. Isso é um pouco o estilo da vida da Igreja: entre a paz da caridade e a perseguição.

E acontece assim porque esta tem sido a vida de Jesus. Depois da perseguição todos fugiram menos os apóstolos. Os cristãos, pelo contrário, fugiram. Sozinhos. Sem sacerdotes. Sem bispos: sozinhos. Os bispos, os apóstolos, estavam em Jerusalém para fazer um pouco de resistência a estas perseguições. Porém aqueles que fugiram foram de um lugar para o outro, anunciando a Palavra.

É sobre estes que vamos lançar o nosso olhar: eles deixaram casa, levaram consigo talvez poucas coisas; não tinham segurança, mas foram de um lugar para o outro proclamando a Palavra. Levavam consigo a riqueza que tinham: a fé. Aquela riqueza que o Senhor lhes tinha dado. Eram simples fiéis, apenas batizados há pouco mais de um ano, talvez. Mas tinham aquela coragem de ir e anunciar. Eram chamados de “homens do caminho”, mais tarde reconhecidos como seguidores de Jesus Cristo, e por isso cristãos. A igreja nasce desse movimento cheio de ânimo e enstusiasmo.

Ao final: “Houve grande alegria naquela cidade!” Também Filipe tinha ido. Estes Cristãos – cristão há pouco – tiveram a força, a coragem de anunciar Jesus. O anunciavam com as palavras, mas também com as suas vidas. Suscitavam curiosidade: “Mas... quem são estes?". E eles diziam-lhes: “Nós conhecemos Jesus, encontramos Jesus, e o trazemos”. Somente tinham a força do batismo. E o batismo lhes dava esta coragem apostólica, a força do Espírito.

A FORÇA DOS BATIZADOS

Mas nós, acreditamos nisso? Que o batismo seja suficiente para evangelizar? Ou esperamos que o sacerdote diga, que o bispo diga... e nós?

Muitas vezes, a graça do batismo é deixada um pouco de lado e nós nos fechamos nos nossos pensamentos, nas nossas coisas. Às vezes pensamos: “Nós somos cristãos: recebemos o batismo, fizemos a primeira comunhão,  a crisma,... e assim a carteira de identidade está bem. E agora dormimos tranquilos: somos cristãos”.

Mas, onde está esta força do Espírito que nos leva adiante?  Somos fiéis ao Espírito para anunciar Jesus com a nossa vida, com o nosso testemunho e com as nossas palavras? Quando fazemos isso, a Igreja se torna uma Igreja Mãe que gera filhos. Filhos da Igreja que testemunham Jesus e a força do Espírito. Mas, quando não o fazemos, a Igreja se torna não mãe, mas Igreja babá, que cuida da criança para fazê-la dormir. É uma Igreja adormecida.

Falando claro, o Espírito Santo nos incomoda. Porque mexe conosco, nos faz caminhar, empurra a Igreja para frente. E nós somos como Pedro na Transfiguração: ‘Ah, como é bom estarmos aqui, todos juntos!... mas que não nos incomode'. Queremos domesticar o Espírito Santo. E isso não está bem. Porque Ele é a força de Deus, é aquele que nos dá a consolação e a força para seguir adiante. Mas, seguir adiante... isso incomoda. A comodidade é melhor!”
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Eis a grande responsabilidade dos batizados: Anunciar Cristo, levar adiante a Igreja, esta maternidade fecunda da Igreja. Ser cristão não é fazer uma carreira de estudo. Ser cristão é um dom que nos faz ir pra frente com a força do Espírito no anúncio de Jesus Cristo.

PARA REFLETIR:

1-Como você vive a responsabilidade do seu batismo?
2-Você tem gerado novos filhos para a Igreja ou apenas “zela do sono” dos filhos já existentes?
3-Você se abre ao Espírito Santo para que a Sua força anime o seu anúncio do evangelho? Como?