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LIBERTAÇÃO PELO PERDÃO – Leitura: Mateus 18, 21-35
               
Introdução: A convivência humana é cheia de conflitos e desencontros. Algumas vezes somos feridos, traídos ou magoados por alguém. Às vezes as pessoas que mais nos machucam são as pessoas que mais amamos e respeitamos. Sentimentos de ira, de rancor, de mágoa e até de ódio tomam conta dos nossos sentimentos e pensamentos, e nos envenenam levando embora nosso equilíbrio, nossa paz e nossa alegria de viver.
Quando recordamos o mal que alguém nos fez, nos sentimos mal. Até mesmo a voz do ofensor ou o seu nome nos causam dor. Tal situação agrava ainda mais a nossa vida, pois as lembranças doloridas vão e vem, aumentando nosso desconforto e muitas vezes causando doenças de fundo emocional. Uma situação ruim e mal resolvida afeta nosso sono, nosso apetite, nossa capacidade de pensar e até mesmo a nossa saúde.
Precisamos de libertação, pois a falta do perdão e sentimentos rancorosos fazem mal a nós. Em alguns casos, a pessoa nem se lembra mais do ocorrido e só você está sofrendo, remoendo as conseqüências. O poder curador do perdão está disponível para você, basta usá-lo. Cristo, que foi ultrajado, torturado, abandonado e traído até mesmo pelos mais íntimos, perdoou a todos, e nos ensina que nós também devemos perdoar. Perdoar não é fácil, mas é possível! Veja como:

1 – É uma questão de vontade: “Senhor, quantas vezes devo perdoar o meu irmão que peca contra mim? Sete vezes?” (versículo 21b). Nada pode nos impedir de perdoar a não ser a nossa má vontade. Se eu não quiser perdoar e desejar alimentar pensamentos e sentimentos de raiva, nada vai acontecer. Pedro diz: “quantas vezes devo perdoar?...” (versículo 21).  Eu devo perdoar! Basta eu querer, basta eu me decidir a não querer mais ser dominado por sentimentos destrutivos.
               
2 – O perdão deve ser dado sempre: “...respondeu Jesus. — Você não deve perdoar sete vezes, mas setenta vezes sete.” (versículo 22). Caso a pessoa que você perdoou continue agindo de forma errada, o problema não é mais seu! É dela. Quando você perdoa, quebra os laços nocivos da vingança, da revolta, da maldade, ficando, assim, a alma livre e o coração limpo. Quantas vezes devo perdoar? Quantas forem necessárias (não somente 490 vezes, como diz o Evangelho, pois sete é número simbólico de perfeição), porque assim como nós também erramos e precisamos de compreensão e perdão, devemos usar esta medida com o nosso próximo, caso contrário, também seremos tratados do mesmo jeito:
“É isso o que o meu Pai, que está no céu vai fazer com vocês, se cada um não perdoar sinceramente o seu irmão” (versículo 35).

3 – Perdoar é algo concreto: “Mas eu digo a vocês que estão me ouvindo: amem os seus inimigos e façam o bem para os que odeiam vocês. Desejem o bem para aqueles que os amaldiçoam e orem em favor daqueles que maltratam vocês. Se alguém lhe der um tapa na cara, vire o outro lado para ele bater também. Se alguém tomar a sua capa, deixe que leve a túnica também. Dê sempre a qualquer um que lhe pedir alguma coisa; e, quando alguém tirar o que é seu, não peça de volta. Façam aos outros a mesma coisa que querem que eles façam a vocês” (Lucas 6, 27-31).

Eis os gestos concretos do perdão:
a) amar os inimigos – versículo 27;
b) fazer o bem a eles – versículo 27;
c) desejar o bem a eles – versículo 28;
d) orar por eles – versículo 28;
e) não reagir, mas agir, evitando a vingança – versículo 30;
f) não pedir satisfação ao ofensor – versículo 30;
g) tratar bem os ofensores – versículo 31.

Conclusão: Perdoar é difícil, mas não é impossível. Depende somente de querermos. O exemplo de Jesus na cruz deve nos motivar.

Para refletir
1–Para você, é difícil perdoar?
2–Você já perdoou alguém (favor não citar nomes), e já encontrou libertação no perdão?
               
17/08/2009

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