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Chamados à liberdade (Gl 4,4-6)

Queridos irmãos e irmãs,

A liberdade é uma condição de vida almejada por todos, algo extremamente desejado pelos que não a possuem e extremamente descuidado pelos que a possuem.

Olhando a história dos Estados Unidos podemos entender um pouco essa situação da busca da liberdade. A abolição oficial da escravatura ocorreu em 18/12/1865. Então, quantos escravos havia no país no dia 19/12? Oficialmente não havia nenhum, mas muitos ainda viviam como se fossem. Os historiadores comentam que muitos escravos não ficaram sabendo da boa nova (a verdade foi escondida deles) e como escravos permaneceram. Entretanto, outros ficaram sabendo das notícias e preferiram permanecer como escravos. Não sabiam o que fazer. Ficaram assim muitos anos. Para esses, a liberdade trazia receio e perigo ao invés de um novo tempo.

Paulo na sua carta quer nos alertar acerca de uma situação parecida, ele afirma que foi para a liberdade que Cristo nos libertou e recomenda o cuidado para não mais nos submetermos ao estado de escravos, dependentes de coisas que desviam o foco do nosso olhar de Deus.

O argumento do mundo

Fala-se por aí que ser livre é poder fazer o que der na cabeça; mas isso não é liberdade, é escravidão, são algemas e cadeias para as pessoas. Olhemos ao nosso redor: escravos da droga, do sexo, do cigarro, da bebida, da fofoca, do orgulho, da idolatria, etc.. Nosso chamado foi para a liberdade, ao contrário do que muitos pensam Jesus não nos chamou para um regime de escravidão diferente ou uma nova forma de algemas, Ele nos chamou para a liberdade de Deus. A decisão de permanecer livre está em nossas mãos, Cristo nos libertou e quem decide permanecer livre somos nós: livres para ser aquilo que Deus nos criou para ser, plenos de graça, de vida, de comunhão com Ele e com os irmãos, capazes do amor. Livres para colocá-lO no centro da nossa vida e das nossas opções. Portanto esta liberdade não deve ser confundida com libertinagem, que é fazermos o que quisermos.

O nosso uso da liberdade

Poderíamos nos questionar, por exemplo, de que forma usamos a nossa liberdade diante da televisão, da internet, etc. A Palavra nos adverte: “Tudo me é permitido, mas nem tudo convém. Tudo me é permitido, mas eu não deixarei que nada domine. (I Cor 6,12). Por exemplo: alguns de nós gastam um tempo precioso diante de programas que destroem a dignidade do ser humano, transformado em objeto de exposição e prazer. Assistimos pessoas – irmãos nossos, filhos do mesmo Pai - enclausurados numa casa, deixando vir à tona todo e qualquer impulso, permitindo que a natureza humana os domine. Aos poucos esses modelos de atitude vão anestesiando nossa consciência, fazendo-nos escravo das paixões do mundo, das modas. Começamos a achar tudo normal. E no fundo achamo-nos no direito à nossa “liberdade” da diversão para relaxar do peso do dia... Tempo para uma boa leitura não temos, tempo para oração, muito menos... Como caminhar em direção ao Pai com os olhos fixos no mundo? As pessoas dizem: sou livre e faço o que eu quero. Diríamos nós: "ser livre não é fazer o que eu quero, mas o que Deus quer"!

Será que poderíamos dizer que vivemos “não mais como escravos; mas como filhos. (Gl 4,7)? “No passado vocês não conheciam a Deus e por isso eram escravos de deuses que, de fato, não são deuses. Mas, agora que vocês conhecem a Deus, ou melhor, agora que Deus os conhece, como é que vocês querem voltar para aqueles poderes espirituais fracos e sem valor? Por que querem se tornar escravos deles outra vez? (Gl 4,8-11) Crer na libertação que Jesus nos concedeu implica tornarmo-nos homens e mulheres novos, obedientes à sua Palavra, ainda que o mundo nos fale e nos ofereça o contrário.

PARA REFLETIR:

1-Por que temos tanta dificuldade de ser livre em Cristo e abandonar os apelos de pecado do mundo?

2-Como fazer para que seja o Espírito de Deus que dirija a nossa vida e não os desejos da natureza humana?

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