Estudo Semanal
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JUVENTUDE E VIDA (I Tm 4,10-16)

Caros irmãos e irmãs,
Este tempo da Campanha da Fraternidade traz para nós um convite para nos convertermos e irmos ao encontro dos jovens, e ao mesmo tempo, traz um convite aos jovens para se deixarem encontrar por Jesus Cristo, caminho, verdade e vida.

Quando passou pelo Brasil em 1980, o Papa João Paulo II pediu aos jovens que não se deixem instrumentalizar, querendo dizer-lhes que procurem estar bem conscientes do que querem fazer e do que efetivamente fazem, despertando seu sentido crítico frente aos contra valores da cultura materialista e de diversas ideologias que não tem por base a verdade construída pela justiça e pelo amor.

AS PROMESSAS DA SOCIEDADE

De fato, as tentações são muitas e não aparecem só diante dos jovens. Mas eles são mais suscetíveis, pois ainda estão conhecendo a vida, estão construindo a sua maturidade. As promessas de uma sociedade onde impera o poder, o ter e o prazer convencem muitos jovens de que nada é mais importante do que “subir na vida”, seja a que preço for.

É triste olhar para tantos jovens aprisionados ao dinheiro, às drogas, à corrupção, ao consumo desenfreado, ao sexo desregrado. Muitos como vítimas de adultos mesquinhos e insaciáveis; outros como vítimas das próprias escolhas.

Diante das dificuldades e das propostas do mundo atual, muitos jovens não resistem à tentação de optar contra a própria consciência, gerando inúmeros sofrimentos para si, para seus familiares e para todos os que os amam. Há uma relativização dos valores. Para um grande número de jovens, “valor” é aquilo que eles acham que é valor. É a teoria do “achismo”: “eu acho que isso é bom para mim, então eu faço, e pronto!”. Valores universais acabam sendo desprezados: família, amor, religião, castidade, partilha, sensibilidade, mútua-ajuda.

Os jovens não estão sozinhos na busca por realização pessoal, humana e espiritual. Todos nós estamos com eles, a eles devemos manifestar a nossa permanente solidariedade.

UMA FAMÍLIA AMPLIADA

Desde o momento do Batismo nós somos acolhidos na grande família de Jesus, uma família muito maior do que a nossa família de sangue. A continuidade nessa família divina depende do nosso esforço em ouvir e colocar em prática os ensinamentos de Jesus. E é na nossa família de sangue que aprendemos, de geração em geração, o amor e os valores humanos e cristãos que nortearão nossas vidas.

Por mais atrativo que seja o espírito de aventura, especialmente para os jovens, a família é e continuará sendo o porto seguro de onde partimos e para onde tendemos a retornar. Por isso é na família que aprendemos a participar e amar a grande família de Deus, é nela que, por primeiro, aprendemos a nos relacionar com Deus. Por isso, os pais não podem se omitir na transmissão dos valores de fé aos seus filhos. E a Igreja, por sua vez, precisa ser cuidadosa na continuidade da formação nas catequeses das crianças, adolescentes e jovens, para que a unidade de ação de nossas famílias e da nossa comunidade seja fonte de uma juventude consciente, feliz, realizada e protagonista de uma nova história.

Nesta quaresma, busquemos melhorar nossas atitudes familiares com relação aos jovens: escutá-los é um bom começo para entender suas inquietações. Busquemos também abrir espaços na comunidade para que eles possam sentir-se parte atuante nesta família.

PARA REFLETIR:

1- Como família, qual pode ser a nossa ação concreta de jejum (de palavras, atos, etc) de oração e penitência que colabore para uma vida mais plena para os nossos jovens?
2-Como comunidade, como podemos melhorar a inserção dos jovens nas pastorais e serviços?
3-Como célula, qual (quais) jovem(jovens) que tentaremos alcançar para Jesus nesta quaresma? Como?