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JUNTO ÀS OVELHAS PERDIDAS (Mt 10,5-14)

Queridos irmãos e irmãs,

Todo o Evangelho de Mateus procura despertar o seguimento de Jesus. Ele é o evangelista que mais emprega a palavra “discípulo”. Por 70 vezes ele se serve do termo para se referir ao grupo mais próximo a Jesus.

Logo no início da sua vida pública Jesus reúne um grupo de seguidores e não esconde suas exigências: seus discípulos devem ser capazes de uma entrega total, devem romper com sua própria segurança, libertar-se das dependências familiares e aprender a Sua misericórdia.  “E quem der, ainda que seja apenas um copo de água fresca, a um desses pequenos, por ser meu discípulo, em verdade vos digo: não ficará sem receber sua recompensa” (Mt 10,42). O discípulo não é apenas um aluno, é aquele que se compromete com a vida do Mestre. Aquele que procura recriar em si as atitudes do Mestre.

AS RECOMENDAÇÕES DE JESUS

Após o chamado dos doze apóstolos, Jesus os envia em missão. A primeira recomendação é que o Reino do Céu está perto. Portanto, todo o mundo, sabendo da sua aproximação, tem de estar de sobreaviso. É preciso que os Apóstolos participem do ministério do Mestre: curem os leprosos e outros doentes, ressuscitem os mortos e expulsem os demônios. Ou seja, eles devem continuar a missão de Jesus: dar vida, devolver a liberdade e resgatar a dignidade das pessoas oprimidas. São enviados para fazer toda a espécie de bem sem cuidarem de recompensa e a não se preocuparem de quem.

Talvez já estejamos cansados de ouvir falar sobre sermos discípulos, mas isto continua atual e pede uma resposta nossa. Somos convocados a anunciar o Reino dos Céus! Muitas vezes nos falta a coragem de sair de nós mesmos, sobretudo diante das recomendações tão desafiadoras de Jesus: ele não instrui os seus sobre o que levar quando saírem em missão, Ele os instrui sobre o que NÃO levar, justamente para não se afastarem dos últimos. Jesus não quer que o que temos nos afaste dos que não tem!

Não devem levar consigo dinheiro nem provisões de nenhum tipo. Sequer levarão bornal para guardar provisões e esmolas recolhidas no caminho, como que renunciando até mesmo à mendicância para viver confiando somente na solicitude de Deus e na acolhida das pessoas. Não levarão consigo bastão, como se usava para se defenderem dos cachorros selvagens e dos agressores. Devem se aproximar como um grupo de paz, sem assustar mulheres e crianças, sozinhas porque seus maridos estão trabalhando no campo. Irão descalços, como os escravos e não levarão uma segunda túnica para proteger-se do frio da noite.

Jesus identifica seus seguidores com as pessoas mais indigentes da Galileia. Ele mesmo vivia assim. Os discípulos não farão senão segui-lo para que, libertos de amarras e posses, identificando-se com os mais pobres, confiando em Deus e na acolhida fraterna, possam caminhar livres, levando a presença de Jesus e a sua boa notícia de Deus.

Talvez os desapegos necessários hoje sejam outros, mas continuamos precisando nos despojar das coisas que nos mostram superiores àqueles a quem devemos anunciar o Messias humilde, servidor e misericordioso. Plantaremos uma nova sociedade mais sadia, fraterna, digna e feliz.

PARA REFLETIR:

1-Que recomendações daquelas dadas por Jesus aos discípulos nós seguimos na nossa missão? E quais ainda não obedecemos?

2-Diante desta reflexão, quais as “desculpas” que já não cabem mais para “fugirmos” da missão?

3-Como vencer a nossa dificuldade de despojamento?

 

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