Estudo Semanal
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JESUS RESSUSCITOU!    (1 Cor 15, 3-8)

Caros irmãos e irmãs,

Estamos vivendo a semana da Páscoa, e com grande alegria recebemos de volta aquele Jesus que os homens levaram para a cruz e para o túmulo. Nós não seguimos um Senhor morto, mas seguimos um Deus-luz vivo e vivente, o eterno peregrino entre nós.

Para nós cristãos, esta é a notícia por excelência, mas para tantas pessoas, despreocupadas com o que vem depois da morte, não acreditar em nada, acreditar na ressurreição ou noutras coisas, como a reencarnação, vale tudo a mesma coisa. Algumas reconhecem, sim, que a mensagem de Jesus de Nazaré é profundamente humana, cheia de frescor, é caminho de felicidade, e tentam viver segundo esses valores morais, rendendo a Jesus toda a consideração possível. Mas sentem-se incapazes de dar o salto para a fé que nasce da Ressurreição. Outras, que cresceram em ambiente religioso, sentem-se “religiosamente cristãs”, frequentam a igreja, mas dizem não acreditar na ressurreição. Outras vêem a ressurreição mais como símbolo do que como acontecimento real. E nós, em que acreditamos?

ELE ESTÁ NO MEIO DE NÓS

Ensina-nos o Catecismo da Igreja Católica que Jesus ressuscitado estabelece com seus discípulos relações diretas, em que estes o apalpam e com Ele comem. Convida-os a reconhecer que Ele não é um espírito, que o corpo ressuscitado com o qual Ele se apresenta a eles é o mesmo que foi martirizado e crucificado, pois ainda traz as marcas da sua Paixão. Contudo, este corpo autêntico e real possui, ao mesmo tempo, as propriedades novas de um corpo glorioso: não está mais situado no espaço e no tempo, mas pode tornar-se presente a seu modo, onde e quando quiser, pois sua humanidade não pode mais ficar presa à terra, mas já pertence exclusivamente ao domínio divino do Pai (CIC §645)

O FUNDAMENTO DA FÉ
Só pela ressurreição de Jesus faz sentido ser cristão. O único fundamento da existência de um Deus que nos ama é a ressurreição de Jesus de Nazaré. A Ressurreição é a “rocha firme” sobre a qual se pode construir solidamente todo o “edifício” da fé num Deus que nos ama. Por isso, se Jesus não ressuscitou, a nossa fé é vã (cfr. 1Cor 15, 14).

Sem a Ressurreição de Jesus a fé cristã nada acrescentaria à vida humana, apenas nos empurraria para uma lógica absurda de perda e de morte.

ALGUÉM NOS CONTOU
São Paulo na sua carta aos Coríntios, nos traz o  texto mais antigo sobre as experiências de “relação direta” com o ressuscitado. Fala deste Cristo que morreu pelos nossos pecados, cuja mensagem e vida, pela exigência e radicalidade, gerou um ódio crescente sobre ele, que acabou com a condenação à cruz. Mas pouco depois da sua morte, o grupo dos seus seguidores mais íntimos (e outros, como Paulo de Tarso) desencadeiam um grande anúncio e espalham por toda a parte uma mensagem que parece simplesmente impossível: esse Jesus está vivo, apareceu-lhes vivo, Ele mesmo, mas numa realidade completamente diferente: gloriosa, elevada, ressuscitada.

Ao redor da Páscoa da ressurreição há um clima de alegria e de responsabilidade. As pessoas corriam para contar o cumprimento das promessas de Deus. As primeiras gerações foram muito eficazes em espalhar a notícia.

A liturgia das próximas semanas, sobretudo com o relato dos Atos dos Apóstolos, vai confirmar a manifestação do poder de Deus a toda uma comunidade comprometida com esse novo projeto de vida. Coisa bonita, maravilhas de Deus na história da salvação.

Vivamos esse tempo como uma nova e grande convocação que o Senhor nos faz, para caminhar com Ele. Somente desta forma poderemos chegar à nova meta do nosso caminho, o Pentecostes.
Deus abençoe o seu encontro e que Ele encontre em você o que há de melhor para os tempos de ressurreição.

PARA REFLETIR:

1-Que diferença faz na sua vida a Ressurreição de Jesus?
2-Se uma das formas de descobrir a ressurreição é o testemunho dos apóstolos, você acha que o seu testemunho tem sido positivo no anúncio do Cristo ressuscitado?
3- Qual é a relação da célula com o anúncio da ressurreição?