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JESUS PRESENTE NOS MARGINALIZADOS (Mt 25,31-39)

Queridos irmãos e irmãs,

Nesta caminhada de reflexão e oração a partir do testemunho das comunidades de Mateus, recordamos os ensinamentos de Jesus sobre as bem-aventuranças: os pobres, os aflitos, os sem-terra, os doentes, os perseguidos, proclamados por Jesus como os benditos do Reino de Deus. Refletimos também sobre a correção fraterna e a reconciliação na comunidade e hoje queremos rezar a partir do discurso de Jesus sobre o julgamento final, no qual seremos julgados pela prática do amor.

No tempo de Jesus e das primeiras comunidades cristãs, o povo judeu acreditava na transformação do mundo por meio da intervenção de Deus, intervenção esta que seria precedida por um momento de grandes tribulações e sofrimentos. Sofrendo com as destruições e perseguições dos inimigos gregos e romanos já há mais de 300 anos, o povo acreditava na vinda de um messias para instaurar o reino de Deus concedendo a vitória aos justos. As comunidades de Mateus também fazem a sua releitura do juízo Final e apresentam Jesus, o Filho do Homem, como rei e juiz de todas as nações para separar as pessoas umas das outras, tendo como critério não a lei do puro e impuro, mas a nova justiça do Reino: a prática concreta do amor solidário.

O CRITÉRIO DA SALVAÇÃO

Desta forma, não devemos nos preocupar tanto com os sinais cósmicos, mas com o que fazemos hoje com os nossos irmãos pequeninos e injustiçados, pois este será o critério para a salvação eterna. Diante do julgamento, os justos ficam surpresos: “Senhor, quando foi que te vimos com fome e te alimentamos, com sede e te demos de beber? Quando foi que te vimos forasteiro e te recolhemos ou nu e te vestimos? Quando foi que te vimos doente e preso e fomos te ver?” (25,37-39). São ações que exigem contato com o outro. Alimentar, dar de beber, acolher o forasteiro e vestir o nu é partilha de bens materiais; visitar o doente e o preso é a oferta de seu próprio tempo e de si mesmo para estar com o outro. Praticar essas ações é condição para Deus se fazer presente em nosso meio (Is 58,6-7).

Aqui temos um ensinamento central nesse julgamento: o Filho do Homem, que agora é apresentado como rei, identifica-se com o menor e se autodenomina irmão: “Em verdade vos digo, cada vez que o fizestes isto a um desses meus irmãos mais pequeninos, a mim o fizeste (25,40). Pequeninos e irmãos são termos utilizados no evangelho de Mateus para designar os discípulos de Jesus (10,42; 12,46-50; 18,6). E Jesus se faz presente na comunidade reunida em oração e na missão: “E eis que estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos”(28,20; cf 18,20).

A RECOMPENSA DOS JUSTOS

Viver uma vida em Deus, sem opressão, é a recompensa dos justos. Esse é o sonho de todos os tempos: uma sociedade na qual as pessoas tenham condições dignas de vida. E esse sonho é concretizado com a participação de todas as pessoas que assumem em sua vida os ensinamentos de Jesus. O Papa nos interpela sobre nossas relações com os pobres: “Quando você dá esmolas, será que você olha nos olhos daquele a quem você doa? Você joga o dinheiro ou você toca a mão daquele a quem você doa? Pois ele é a carne de Cristo!”. É uma pergunta que deveríamos nos fazer cotidianamente em várias situações... Os gritos das pessoas famintas e desprezadas pela sociedade continuam ecoando em nossos ouvidos e muitas vezes nós abafamos seus clamores...

PARA REFLETIR:

1-Como e onde encontramos Jesus, o Filho do Homem, hoje? Estamos indo ao seu encontro?

2-Que espaço as pessoas que sofrem violências e injustiças encontram em nossa comunidade? Conhecemos, escutamos e acolhemos essas pessoas?

3-O que motiva o nosso compromisso com a justiça?

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