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A tentação de Jesus no deserto - Lc 4, 1-13

INTRODUÇÃO: O sentido deste tempo litúrgico no qual entramos agora - a quaresma -  remonta do século II  onde a igreja primitiva, reservava um domingo especial durante o ano para a celebração solene da Páscoa, entendendo que ela é o ápice e a razão da sua existência. A morte e a ressurreição de Jesus foi um evento único e irrepetível que restaurou o homem e o universo, por isso, são as celebrações mais significativas da vida litúrgica. A organização da quaresma da forma como é hoje teve seu início nos séculos IV e V onde se passou a incentivar a preparação de uma semana pré-pascoal, quando então surgiu a semana Santa. Somente em meados do século IV é que a Quaresma se organizou como um tempo de preparação de 40 dias, e no fim do século V, passou a ter seu início na quarta-feira após o carnaval, com o ritual de imposição das cinzas aos fiéis.

Nesta passagem do evangelho podemos resumir as tentações do demônio a Jesus (e hoje a nós) em três áreas da vida: o ter, o poder e o prazer que, desde os primórdios representam os "deuses" do mundo, pelos quais o diabo tenta seduzir os filhos e filhas de Deus. A busca insaciável pelo ter, pelo poder e pelo prazer está na raiz de todos os problemas deste mundo. Problemas de corrupção, violência, injustiças, desavenças familiares, divisões, poluição, guerras e todos mais.

A quaresma é um tempo para refletirmos sobre tudo isso, verificando qual a nossa parcela de culpa e a nossa participação neste caos gerado pela ambição desmedida da criatura humana. É um tempo de purificação de nossas vidas, depurando-as de todas estas impurezas físicas e espirituais que atribulam nossos corações.

Somos então convidados à pratica do jejum, à penitência e à oração. Porém estes elementos são totalmente destituídos de valor e sentido se não forem vivificados pela caridade e acompanhados das obras de justiça.

 Assim, o jejum verdadeiramente agradável a Deus consiste em libertar-se do egoísmo e prestar alívio e ajuda ao próximo, ir-lhe ao encontro, renunciando a algo de pessoal.  A Igreja, abolindo quase inteiramente o preceito do jejum exterior, entendeu empenhar-se com maior força em favor dos pobres e humildes.

A ORAÇÃO: Deus não se cansa de vir ao nosso encontro e de chamar-nos à comunhão. Nós também chamamos Deus continuamente. Essa comunicação (oração) estabelece um relacionamento. Sem a oração vivemos de “relações cortadas”, e sem essa conexão não temos como saber o que Deus espera de nós, e mais ainda, como receber o que ele tem para nos dar todos os dias.
Faça deste tempo um tempo de oração.
A Igreja Católica, no Brasil, de maneira criativa, ajuda os fiéis a viverem a prática da fé e da solidariedade humana, refletindo alguns temas de interesse nacional durante o período quaresmal com a Campanha da Fraternidade. Este ano estamos refletindo sobre “Economia e vida”. “Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro”.        (Mt 6,24)

CONCLUSÃO: As práticas recomendadas para a nossa quaresma atingem as três dimensões de relacionamento:
a) com Deus (oração),
b) consigo mesmo (jejum - capacidade de abandonar práticas e posturas antigas - as ambições do ter, poder, prazer -  que nos afastam do Projeto de Deus, e buscar a conversão),
c) com os irmãos (penitência/caridade) - manifestação concreta de um desejo de conversão que se realiza na busca do  bem comum, repartindo com alegria seus dons e bens, na família, nas células, na comunidade, etc).

PARA REFLETIR:
1- Em que área da sua vida o tema das tentações de Jesus é mais significativo?
2- Pense num propósito de vida para esse tempo de quaresma. Algo que faça de você uma pessoa melhor, na oração, na caridade e no cuidado com o próximo.

15/02/2010

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