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A HORA DA NOSSA MORTE (Mateus 16,24-27)

Queridos irmãos e irmãs,

Iniciamos o mês de novembro trazendo à memória, ao nosso convívio, ao nosso coração, os que já partiram. Este momento nos leva a uma reflexão sobre o mistério da passagem. A primeira coisa que concluímos é que o mundo que nos rodeia não nos ensina a morrer. Incita-nos a viver sem pensar na morte. Tampouco nos ensina a viver, é verdade.

A morte faz parte da vida. Todos começamos a morrer exatamente no dia em que nascemos. A morte, portanto, é uma etapa da nossa existência com a qual temos que conviver. Mas, afinal, se a morte é tão comum e corriqueira, por que ela nos causa tanto medo? “Talvez uma imagem melhor para a morte seja imaginá-la como o fim de uma festa muito bacana: você já sabia que ela acabaria, que ela teria que acabar, em algum momento. E, pensando bem, talvez não seja de todo mal que a festa termine. Você aguentaria dançar na pista para sempre? Por melhor que seja a música, tem uma hora que seu corpo e sua mente pedem descanso. E aí, talvez, seja o momento mesmo de sair da pista, serenamente, sem traumas, e dar lugar a quem está chegando à festa cheio de gás” . Sábio é quem se preparou para entrar e sair da festa.

DAR A PRÓPRIA VIDA

O medo, o terror da morte, vem do apego. O desapego de todas as coisas é condição essencial para uma boa morte. Ouvimos de Jesus: “quem guardar a sua vida vai perdê-la, mas quem perder irá encontra-la”. Ser pobres, humildes, capazes do despojamento, da doação da vida pelos irmãos, quem der assim sua vida, diz Jesus, não vai perdê-la. O que damos nunca perdemos. O que damos é a nossa eternidade. Quem guarda tudo, perde tudo.  A fé na ressurreição é a experiência fundamental:  “Quem vive e crê em mim não morrerá para sempre”. “Crês nisto?”  pergunta Jesus.

A MORTE É UM NOVO NASCIMENTO

Não nascemos para morrer. Mas morremos para nascer. A morte é um novo nascimento. Um momento lindo, de glória, alegria e festa.  Como diz Paulo: “é a adoção filial e a libertação para o nosso corpo”.

Naturalmente, para ver sentido na morte temos de viver com sentido a vida. Para os cristãos a morte não é um absurdo. Pensamos na morte como pensamos na vida.  Preparar-se para a morte não é outra coisa do que preocupar-se em viver santamente. Viver adequadamente aqui e agora a realidade do céu. Viver de tal modo desapegados de tudo, que o único serviço é a dedicação e ocupação com o céu. “De que vale o homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?”. 

VEJAMOS A VIDA DOS SANTOS

Foram pessoas como nós, mas que acordaram e viram que Jesus é o caminho para a eternidade da vida e fizeram da própria vida uma imitação a Jesus. “Deus basta”, diz Santa Tereza. “Para mim viver  é Cristo”, diz Paulo. 

Para a eternidade não poderemos levar nada de material. Levaremos apenas o bem que tivermos feito. Logo, deve haver uma tomada de consciência de que ser feliz e viver bem não quer dizer acumular tesouros, prazeres ou glórias, mas fazer o bem e preparar uma vida eterna com Deus.

A memória dos defuntos seja uma boa oportunidade para pensarmos na nossa morte e na santificação de nossa vida. Mas ninguém sabe a hora da morte, importa que quando ela vier todos estejamos preparados.

PARA REFLETIR:

1-Pensar na morte te causa angústia ou sua esperança em Cristo supera isto?
2-Qual é o seu medo fundamental com relação à morte? Como superá-lo?
3- Pensando na morte como no exemplo da festa, você tem se preparado para viver bem a festa e sair bem dela? Que atitudes você pode assumir para sua vida para viver mais santamente?

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