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GUARDAR A PALAVRA (João 14,21-26)

Queridos irmãos e irmãs,

Após Jesus ter se revelado como Caminho, Verdade e Vida, vemos com maior clareza que Ele é o acesso que nós temos para conhecer e chegar ao Pai. Para saber como é Deus não precisamos contemplar outra coisa senão a existência de Jesus, “existência para os outros”, na qual Deus imprimiu seu selo de garantia, no coroamento que é a ressurreição.

Olhando para Jesus, para sua vida, para sua palavra e sua morte, podemos dizer: assim é Deus. Trata-se de ver a Deus em Jesus Cristo na hora de sua entrega por amor. E isso é possível porque Jesus, trilhando até o fim o caminho que Ele mesmo é, assumindo ser a “graça e a verdade”, o amor e a fidelidade de Deus até o fim, mostra Deus assim como Ele é, pois “Deus é amor” (1Jo 4,8.16).

Caminhar no CAMINHO

Mas como todo caminho que se coloca à nossa frente, cabe a nós a decisão de trilhá-lo ou não, de escolher andar por esse caminho ou tomar outros rumos, algum atalho quem sabe... Por isso, não basta saber que Jesus é o Caminho, mas é preciso decidir-se por se colocar neste caminho que implica colocar os próprios pés nas pegadas de Jesus e caminhar nesta sintonia de amor com o Pai, como Ele.

O Evangelho de hoje mostra que o amor a Jesus Cristo se manifesta no acolhimento dos seus mandamentos e na observância deles. É profundo ouvir de Jesus: “Se alguém me ama, guarda a minha palavra, e meu Pai o amará. Eu e meu Pai viremos e faremos nele a nossa morada”. Portanto, o modo como guardamos os Seus mandamentos será a prova de fogo!

Guardar não significa “arquivar” no fundo do coração, mas viver a Palavra – e a Palavra de Deus, o Verbo de Deus é o próprio Jesus. Portanto, viver a Palavra é viver como Jesus, o testemunho pleno do amor do Pai.

Em comunhão com Jesus

Jesus não quer a submissão do homem a ele, mas comunhão do homem com ele. Quando o homem acolhe os seus mandamentos, na verdade está descobrindo os valores que são o seu fundamento e assumindo esses valores como causa primeira da sua felicidade.

Judas Tadeu não entendeu (de fato, nós também não) que Jesus os estava ensinando para que ensinassem. Ele se revela para que eles o revelassem; mostrava Deus para que eles também o fizessem; realmente assim o fizeram, mas nos dias de hoje, essa missão de amor e fidelidade é de cada um de nós, batizados e embriagados do Santo Espírito. Será que o fazemos?!

Limitações humanas

Jesus bem conhecia nossas dificuldades, nossas limitações, mas ainda assim é nossa missão de cristãos levar a mensagem da Boa Nova.

Talvez, Deus não queira de nós uma travessia de mundo como Paulo fez, mas atravessar a rua e dizer bom dia para o vizinho; talvez Ele não deseje que sejamos apedrejados como Estevão, mas que pulemos na frente do inocente que esta sendo apedrejado e o defendamos, ou que aquele que passa fome possa ter de nós a atenção e um prato de comida; talvez Ele não queira algo difícil de realizar, de você que está adoentado e limitado pelas dores que o avançar da idade nos presenteia, mas que mesmo sentado, você ensine seus netos a rezar; talvez Ele não queira somente as suas orações, mas que seu dia tenha atitudes concretas dessa vida de oração revelando que o Espírito Santo que habita em você te leva a ter ações e posturas semelhantes às de Jesus.

Peçamos ao Espírito Santo a graça de realizarmos as opções na nossa vida de acordo com a lógica de Jesus e do seu Evangelho.

PARA REFLETIR:

1-Que atitudes novas suas são sinais de que a Palavra de Deus está transformando a sua vida?

2- O que fiz no dia de ontem que poderia ter feito à moda de Jesus? Terei a chance de amanhã fazer à luz da Palavra?

3-Ouvir alguém dizer “Não sou eu que vivo, mas Cristo que vive em mim” lhe soa como uma relação de escravidão (submissão) ou vida plena? Porque?

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