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A GRATIDÃO (1 Ts 5,14-24)

Queridos irmãos e irmãs,

Qualquer pessoa educada sabe que deve agradecer quando recebe um presente. A verdadeira gratidão se reflete de várias maneiras: falamos para outras pessoas; cuidamos bem do presente recebido; procuramos agradar à pessoa que se mostrou generosa para conosco; etc. Devemos mostrar a gratidão para com as pessoas, mas a gratidão é parte fundamental da vida dos filhos de Deus.

Estamos no final do ano litúrgico; poderíamos nos perguntar: ao longo deste ano, lembramo-nos sempre de dar graças ao Senhor por todo o bem que recebemos de suas mãos?

Passamos boa parte do tempo sendo  bombardeados por notícias negativas em todos os meios de comunicações. O mal é muito mais noticiado do que o bem. Isto pode interferir no modo como olhamos para as circunstâncias da vida e dos relacionamentos. Sem perceber, tornamo-nos gradativamente murmuradores. A murmuração, aliás, foi um dos pecados que mais o povo de Israel praticou contra o Senhor no deserto. Ele enviava o maná todos os dias, mas o povo não agradecia; pelo contrário, reclamava até das bênçãos de Deus.

TER MATURIDADE DIANTE DOS PROBLEMAS

Nosso desafio não é desprezar problemas, mas saber lidar com eles, de modo a não permitir que se tornem motivo para a ingratidão e constante insatisfação.

A carta aos Tessalonicenses reflete o anseio do apóstolo Paulo de ver os cristãos daquela igreja vivendo com gratidão em todas as situações: sendo vigilantes no serviço cristão (v. 14-15), sempre disciplinados na alegria (v.16), na oração incessante (v.17) e com ações de graças que vem da percepção de que o propósito soberano de Deus está por trás de todas as circunstâncias.

DAR GRAÇAS EM TUDO

As recomendações envolvem a vida em qualquer situação. Ser grato não é uma reação ocasional quando nos acontece uma experiência positiva, mas é uma conduta cristã permanente. A vontade de Deus é o motivo desta conduta orientada pela gratidão em tudo. Jesus é o modelo segundo o qual obtemos a força necessária para oferecer ações de graças mesmo quando nem tudo está como gostaríamos. É num momento de ação de graças que Ele se dá em alimento, corpo e sangue, por todos nós, instituindo a Eucaristia.

Aos olhos do homem natural, tudo isto parece uma conversa deprimente e aterrorizante, pois caminha no sentido inverso da moderna psicologia da auto-ajuda e do falso cristianismo que está produzindo “adesões” em massa. A bênção de Deus é confundida com ganhos materiais.

Certamente ninguém, por mais espiritual que seja, saí por aí dando pulos de alegria quando as duras provas batem sua porta. Também é certo que alguém cheio do Espírito Santo não sai por aí resmungando e entregue às forças  malignas. A cruz não é um símbolo, é uma realidade. Nela fomos mortos e sepultados, para que sejamos participantes da ressurreição em nova vida. Porém o processo de crucificação do velho homem é doloroso, e não se dá em um só momento. Temos que ter a disposição de abandonar nosso comportamento velho, inclusive no que se refere aos momentos de adversidades.

E aí está o fundamento do sustento que o cristão verdadeiro possui em seu Senhor. Ele sabe o sentido de sua vida, sabe seu destino e está pronto a ter um coração grato ao Senhor em todos os dias de sua vida, mesmo quando a guerra está às suas portas. As lágrimas podem vir, pois somos limitados, mas o desespero não. Temos um Deus que nos guardou para uma viva esperança, que jamais poderá ser abalada.

PARA REFLETIR:

1-De que forma temos manifestado nossa ação de graças a Deus?

2-Quais motivos temos em nossa célula para dar graças a Deus ao final deste ano litúrgico?

3-Como somos diante das adversidades: desesperados e murmuradores ou certos da presença de Deus conosco?

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