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A FORÇA DO TESTEMUNHO (Mt 5,13-16)

Queridos irmãos e irmãs,

Encontramos hoje Jesus se referindo ao papel de seus discípulos no mundo como “sal e luz”, logo após ter terminado o discurso das bem-aventuranças. Por isso, podemos entender, que para que seja possível ser sal e luz é necessário ser realmente pobre em espírito, manso, misericordioso, puro, pacífico e alegre, apesar das perseguições.

E da mesma forma que aqueles discípulos, nós, cristãos, devemos transformar o mundo insípido (sem sal), insensato (sem a sabedoria divina) e sombrio (sem a luz de Deus) em Reino de Deus, no qual esses valores têm a primazia. Contudo, há o reverso da medalha: se os cristãos não tiverem o espírito do evangelho, não servirão para a edificação do Reino.

Seguir a Cristo com autenticidade

Quem tem a própria vida configurada à vida de Cristo, cada ação praticada no seguimento de Jesus se tornará como que um candelabro a iluminar “todos os que estão em casa”. Este se torna portador de sua luz, pois deixa transparecer na própria conduta sua vida e sua mensagem, e atrai todos para Deus.

Ser “sal da terra” é testemunhar no mundo a vida em Cristo por uma conduta reta, baseada no amor a Deus e ao próximo. Os rituais que realizamos devem constituir uma expressão dessa vida unida a Deus, testemunhada na prática dos valores do Reino. Nisto consiste a missão do cristão: temperar o mundo com o “sal” do Reino de Deus, para que os seres humanos saboreiem as coisas do alto e, com isso, busquem em Deus o alimento para a vida eterna.

A verdadeira religião

Se nos limitarmos apenas na reza de muitas orações e em discursos cheios de beleza sobre o cristianismo, sem viver o amor através das obras para com os oprimidos e necessitados, nossos ritos serão sempre marcados pelo vazio.

Neste texto não se vê uma referência ao mandato de anunciar o Evangelho com a pregação (cf. Mt 28, 19-20; Mc 16, 15.20), mas sim com o testemunho de vida – «vendo as vossas boas obras (v.16) que todos os discípulos têm de dar. As metáforas do sal e da luz são de si muito expressivas.

Muitas vezes sentimos dificuldades em progredir na santidade pessoal, em corrigir os nossos defeitos e vencer as tentações. Talvez isto aconteça, porque falta a dimensão horizontal à nossa piedade – o relacionamento com o semelhante, o nosso irmão.

O Senhor chamou-nos a fazer parte duma família – a dos filhos de Deus – e só nesta condição nos podemos santificar: preocupando-nos com os outros, alargando o círculo das nossas amizades, ajudando-nos mutuamente a caminhar sem que ninguém fique para trás.

Sal e luz pela prática da caridade

Somos ouvidos por Deus na medida em que ouvimos os outros. A eficácia da nossa oração está também condicionada por este estilo de vida. Deus voltar-Se-á para nós, quando orarmos, na medida em que nos voltarmos para os outros, sendo sensíveis às suas carências e dificuldades. “Então, se chamares, o Senhor responderá, se apelares para ele, dir-te-á: ‘Estou aqui’”

Não podemos restringir a nossa vocação e missão a anunciar as verdades da fé. Há, de fato, uma grande carência de doutrina nas pessoas, mas há também uma grande carência de Amor.Só o amor a Deus, vivido na caridade para com os outros nos transforma neste sal. As pessoas já não se convencem com palavras e belas ideias. «Aquilo que tu és grita tão alto, que não ouço o que tu dizes.»

PARA REFLETIR:

1- Para que serve nos dizermos cristãos, se não procurarmos viver servindo com amor? 

 2-Para quem nossa célula tem sido sal e luz nestes últimos dias? Para quem vai ser nesta semana?

3-Existe coerência na nossa vida de fé entre o que celebramos e oramos diante do que fazemos? O que pode ser melhorado a partir desta reflexão?

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