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Filhos da Luz (Jo 9,1-41)

Irmãos e irmãs em Cristo!

Depois da experiência do sacramento do perdão na terça-feira e da grande célula na última semana voltamos para os lares, lugar primeiro da experiência do acolhimento e da fé.
Na reflexão desta semana continuamos aprofundando o evangelho deste último domingo que nos propõe o tema da luz e da libertação de todo tipo de cegueira que pode envolver o cristão.

A cura do cego descreve o processo de fé de um homem, que vai passando das trevas da cegueira, para a luz da visão, e desta para a Luz da fé em Cristo. O "Cego" é símbolo de todos os homens que renascem pela fé,  acolhendo a Jesus (no Batismo) e deixando-se conduzir pela sua palavra.

1. Tudo começa com uma PERGUNTA dos discípulos a Jesus:
  - "Por que esse homem nasceu cego?" Seria castigo de Deus? Quem pecou?
Jesus responde: "Nem ele, nem seus Pais pecaram...". E continua a sua resposta, passando das palavras aos atos.
Com saliva faz "barro" na terra, unge os olhos do cego e manda lavar-se na piscina de Siloé. Ainda hoje a terra é usada para aliviar a dor e extinguir doenças.
A cura não é imediata: requer a cooperação do enfermo.
- A disponibilidade do cego sublinha a sua adesão à proposta de Jesus.
- O banho na piscina de Siloé, (água do enviado) é uma alusão à "Água de Jesus" e ao testemunho em comunidade.
- Lembra também a água do BATISMO para quem quiser sair das trevas para viver na luz, como Filhos de Deus...

Depois, surgem na cena vários PERSONAGENS:

- Os VIZINHOS percebem o dom da vida que vem de Jesus, mas não dão o passo definitivo para ter acesso à Luz. Representam os que percebem a proposta libertadora de Jesus, mas não estão dispostos a sair da sua vidinha, para ir ao encontro da "Luz".

- Os FARISEUS conhecem a "luz", mas se recusam aceitá-la. Acusam-no de transgredir a lei do sábado e expulsam o cego da sinagoga. Representam aqueles que conhecem a novidade de Jesus, mas não estão dispostos a acolhê-lo e até hostilizam os seus seguidores. Ritualizam demais e amam de menos. São mais cegos que o próprio cego.

 - Os PAIS constatam o fato, mas evitam comprometer-se... É a atitude de MEDO dos que não tem coragem de passar das trevas para a Luz. Preferem a segurança da ordem estabelecida, do que correr riscos...

- O CEGO é questionado pelas AUTORIDADES sobre a origem de Jesus. E ele, como "pessoa iluminada", mostra-se: Livre (diz o que pensa...);  corajoso (não se intimida); sincero (não renuncia à verdade);  suporta a violência (é expulso da sinagoga).

- JESUS reaparece no fim: vai ao seu encontro, inicia um DIÁLOGO, que culmina com um belo ato de fé do cego: "Eu creio, Senhor".

2.  A Transformação do cego é progressiva:

 Antes de se encontrar com Jesus, é um homem prisioneiro das "trevas", dependente e limitado. "Não sabe quem o curou"...
Depois, a "luz" vai brilhando aos poucos na sua vida. Forçado pelos dirigentes a renegar a "luz" e a liberdade recebida, recusa-se a regressar à escravidão... Finalmente, encontra-se com Jesus,  que lhe pergunta: "Acreditas no Filho do Homem"? e aí manifesta sua adesão total: "Creio, Senhor". Prostra-se e o adora. 

3. A cena é um itinerário para todo cristão:
O Encontro com Jesus... a Adesão à "Luz" e um progressivo amadurecimento no Conhecimento de Cristo.
Quanto mais buscamos Jesus como "Luz", mais nossa vida terá sentido. Com Jesus, a Luz da Vida jamais perderá o seu brilho.
Se queremos ser discípulos missionários não temos outro caminho a não ser este, de buscar a Jesus, deixar que ele abra os nossos olhos, e nos faça testemunhas de suas maravilhas em nossas vidas.
         
PARA REFLETIR:

  1. Qual grupo de personagens melhor retrata a sua adesão a Jesus – os vizinhos, os fariseus, os pais ou o cego? Por que?
  2. Nós, como célula, nos encaixamos em qual destes grupos?
  3. O que este Evangelho quer indicar para a sua vida hoje?

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