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Fiéis no seguimento de Jesus (Is 50,4-7)

Queridos irmãos e irmãs,

Nesta semana que antecede a Semana Santa, queremos refletir o nosso caminho de adesão, de fé, de seguimento e de esperança diante do mistério da Vida, Morte e Ressurreição de Jesus, de forma que possamos nos consolidar sempre mais enquanto discípulos seus.

Acompanharemos Jesus em sua entrada triunfal em Jerusalém, para depois viver todo o contraste com a dor da sua Paixão. Como discípulos, queremos seguir Jesus na tempestade e na bonança, sempre e em toda a parte: não apenas com as palmas na mão (em festa) ou com as palmas da mão (em aplauso). Não queremos segui-lO, apenas quando o vento sopra a nosso favor e Jesus é aclamado pela multidão! Nesse momento é muito fácil estar do lado dele!

O verdadeiro discípulo percorre o mesmo caminho de Jesus, e segue-O até ao fim, acompanha-O e carrega a Sua cruz, como o cireneu; dá-Lhe alento, como as mulheres de Jerusalém; e, tal como o centurião, chega a reconhecer Jesus como homem justo, como o Filho de Deus! Todos estes se tornaram verdadeiros discípulos de Jesus, que não tiveram medo de remar contra a maré, de estar do lado dos pobres e dos condenados, de mostrar a sua amizade, mesmo no meio da multidão que se revoltava contra Jesus.

Então, como é que se porta e comporta o verdadeiro discípulo? Ouçamos o que  Isaías nos diz, em simples e belas palavras:
1. “O Senhor deu-me a graça de falar como um discípulo. O discípulo não diz palavras ofensivas, provocadoras, como os fariseus, os guardas, os soldados, os poderosos e um dos malfeitores. Pelo contrário, o discípulo sabe dar “uma palavra de alento aos que andam abatidos”, como vimos e ouvimos no encontro entre Jesus e as mulheres, entre Jesus e o bom ladrão, entre Jesus e o Pai! Jesus só diz palavras de ternura, de bondade, de acolhimento, de perdão, de vida eterna. Hoje, é preciso ter a coragem de resistir aos insultos; de não pagar o mal com o mal.

Hoje, “professar a fé, com a boca, implica um testemunho e um compromisso públicos. O cristão não pode jamais pensar que o crer seja um fato privado , guardando a fé só para si, e quando lhe é conveniente. O Senhor deu-nos a graça de sermos seus discípulos, não para termos medo de falar d’Ele, mas para termos a coragem de não nos calarmos, de não recuarmos, de “não desviarmos o rosto” a quem nos provoca.

2. Todas as manhãs Ele desperta os meus ouvidos, para eu escutar, como escutam os discípulos. O Senhor Deus abriu-me os ouvidos”. O discípulo não pode falar, se não aprende a escutar. A fé vem de ouvir a Palavra de Deus!
É preciso, por isso, aprendermos a escutar o silêncio de Deus e escutá-lO no nosso silêncio. Além do mais, o discípulo “sabe quando deve falar de Deus e sabe quando deve calar, deixando falar somente o amor. O cristão sabe que Deus é amor e torna-se presente nos momentos em que nada mais se faz a não ser amar” (Bento XVI).

3. “E eu não resisti nem recuei um passo”. Trata-se, para o discípulo, de ir em frente sem desamimar”, de “remar contra a maré”. Trata-se, enfim, de abraçar a Cruz, até ao fim. Dizia, nas suas primeiras palavras, o Papa Francisco: “quando caminhamos sem a Cruz, quando edificamos sem a Cruz, ou professamos um Cristo sem Cruz, não somos discípulos do Senhor: somos mundanos, não somos discípulos do Senhor”.

O desafio, para nós, seus discípulos, é claro: remarcontra esta onda que nos afunda no esquecimento e no abandono de Deus! Vamos aproveitar os dias de feriado para participarmos, mais assiduamente, nas celebrações do tríduo pascal!

PARA REFLETIR:

1-Refletimos em nós a alegria da fé que acolhe Jesus como o Rei da nossa vida? De que forma você vai abraçar a sua cruz como discípulo(a) deste Rei que ama até à cruz e nos ensina a servir, a amar?

2- Na proximidade de iniciarmos a Semana Santa, perguntemo-nos: Vamos vivê-la como discípulos, do lado de Jesus, nas pegadas dos seus passos? Ou vamos nos deixar levar pelo “feriado”, na onda da diversão, da dispersão?

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