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FAMÍLIA – VOCAÇÃO DE DEUS (Ef 5,29-6,4)

Caros irmãos e irmãs, neste último domingo celebramos o dia dos Pais – motivo de alegria e confraternização para uns, motivo de ressentimento e ausências para outros... A Família é tema muito discutido nestes tempos: sua importãncia, mas também sua fragilidade; as ameaças que a cercam e o seu inegável papel na formação do ser humano.

A Palavra de Deus nos fala do matrimônio no contexto da revelação de Deus à família humana. Jesus ensina que o casamento é algo sagrado, um gesto com o qual um homem e uma mulher se tornam um só corpo e alma por toda a vida. E o Senhor sempre acolheu e abençoou as crianças, o fruto natural do casamento. Deus revela-se então como alguém que ama e abençoa as famílias.

O grande desejo de amar outra pessoa

Cada um que olha para si mesmo, percebe que para ser feliz tem o desejo de doar-se totalmente, pois o amor ou é total ou simplesmente não existe. O amor exige a eternidade, a perfeita doação. Mas porque temos este desejo e, ao mesmo tempo, parece ser impossível de realizá-lo?

Este grande desejo existe, porque a nossa vida é um dom gratuito, recebido de Deus. Não viemos à existência por nós mesmos, mas por causa do amor de outras pessoas, através do amor de nossos pais. Por esta razão, o homem só pode ser realizado quando se entrega, doando a Deus e aos outros os bens recebidos.

Uma das maneiras – certamente não a única – de entregar-se totalmente a Deus e aos outros é o matrimônio – uma das vocações que lembramos neste mês. Os cônjuges que se amam, acima de tudo amam a Deus, fazem de suas vidas um dom recíproco, encontram um caminho para a felicidade e podem cooperar com Deus no poder único de gerar vidas. Aquele que ama verdadeiramente busca doar-se completamente, e quando o amor é doado, não se perde ou extingue, mas cresce e frutifica. O amor é destruído somente quando uma pessoa se casa pensando em fazer-se feliz e não descobre que só existe um caminho para a felicidade: buscar a  felicidade da pessoa amada.

Com a vinda dos filhos, essa abertura à vida e à doação de si deve se ampliar ainda mais. Pois não se trata de gerar filhos, mas de educá-los em todos os sentidos, inclusive na fé, tarefa esta que muitas vezes é adiada e delegada para as catequeses.

O amor da família alicerçado no amor de Deus.

Um amor que deve se traduzir em ajuda mútua, em gestos concretos, em companheirismo, partilha de vida, respeito e perdão. O outro, o(a) companheiro(a), os filhos, os pais, são templos do Espírito Santo, são território sagrado de Deus!

Se o meu amor não entra na vida do meu companheiro(a), dos meus filhos, dos meus pais, para eles viverem melhor, então o amor que o próprio Deus me dá não está gerando fruto na vida deles. O amor de Deus é sempre um amor de promoção. Ele deve acender a chama da vida do outro. Se a minha vida não faz mais feliz a vida do outro eu tenho que me perguntar como estou pisando, como estou respeitando este território sagrado...

O outro deve ser para mim motivo de santificação, oportunidade de cresimento pessoal, de reflexão, de exercer a misericórdia de Deus. Nosso olhar deveria enxergar Cristo no outro, da mesma forma que deveríamos desejar ser Cristo na vida do outro. A família, para permanecer fiel ao projeto de Deus, necessita da sua graça, alimentada diariamente pela oração em comum, pela participação nos Sacramentos.

O verdadeiro problema atual não é a crise nas famílias, mas sim a crise de fé, que não permite ao homem reconhecer a beleza dos dons de Deus. Quem se afasta de Deus, se esquece de que o homem é uma criatura que só se realiza através da doação livre e gratuita. Peçamos ao Senhor que as famílias cristãs sejam capazes de encontrar sua força em Deus e que os jovens não tenham medo de realizar o plano que Deus tem para eles.

PARA REFLETIR:

1-Você tem buscado ser Cristo na vida da sua família e se esforçado por ver Cristo nos outros?
2-O que a reflexão de hoje te leva a mudar com relação à sua família?

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