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“FAMÍLIA – ESPAÇO DE SANTIFICAÇÃO” - Leitura: Ef 5,31-33;  6,1-4

Introdução: Deus nos criou para vivermos em família. A família cristã é uma comunhão de pessoas, vestígio e imagem da comunhão do Pai, do Filho e do Espírito Santo, por isso ela é sagrada e meio especial de nossa santificação. A Família de Nazaré nos dá uma lição de vida familiar. Como disse Paulo VI : “Que Nazaré nos ensine o que é família, sua comunhão de amor, sua beleza austera e simples, seu caráter sagrado e inviolável... Uma lição de trabalho...”
Atentar contra a família é atentar contra o projeto de Deus. Os que pregam a defesa do aborto, da eutanásia, do divórcio, dos casamentos de homossexuais, das experiências com embriões, da concepção “in-vitro” (bebê de proveta), esses, lutam contra Deus e contra a família.

Como deve ser a família: Por ser a própria imagem da Trindade na terra, o Concílio Vaticano II a denominou de “igreja doméstica”, e o Papa João Paulo II a chamou de “santuário da vida”. A família é a grande escola da vida, é o educandário do amor, da fé, da justiça, da paz e da santidade.
A sociedade hoje paga um alto preço social, pois a família é altamente agredida pelas pragas da imoralidade: jovens delinqüentes, crianças abandonadas, pais separados, homens e mulheres frustrados, tanta violência, tanto crime, tanta morte...
A família é a comunidade na qual, desde a infância, se pode assimilar os valores morais e religiosos em que se pode começar a honrar a Deus e a usar corretamente a liberdade. É na família que se exerce de modo privilegiado o sacerdócio batismal do pai de família, da mãe, dos filhos, de todos os membros da família, na recepção dos sacramentos, na oração e na ação de graças, no testemunho de uma vida santa, na abnegação e na caridade ativa. O lar é assim a primeira escola de vida cristã: escola de enriquecimento humano e das virtudes humanas; logo, lugar de santificação.

Como devem ser os filhos: Vivendo na família de Nazaré, Jesus nos ensinou a importância da submissão e obediência dos filhos aos pais. Ele, mesmo sendo Deus, se fez obediente àqueles que Ele mesmo criou e escolheu para seus pais. Cumpriu em tudo o quarto mandamento que manda “honrar” os pais. Mais do que ninguém obedeceu à Palavra de Deus que diz: “Quem honra sua mãe é semelhante àquele que acumula um tesouro... Quem teme o Senhor honra pai e mãe” (Eclo 3).

Como devem ser os pais: É no seio da família que os pais são para os filhos, pela palavra e pelo exemplo os primeiros mestres da fé. Para os pais, a vida conjugal é uma oportunidade riquíssima de santificação, na medida em que, a todo instante, precisam lutar contra o próprio egoísmo, soberba, orgulho, desejo de dominação, etc., para se tornar, com o outro, aquilo que é o sentido do matrimônio: “uma só carne”, uma só vida, sem divisões, mentiras, fingimentos, tapeações, birras, azedumes, mau-humor, reclamações, lamúrias, etc. A luta diária e constante para ser “exemplo para os filhos”, para manter a fidelidade ao outro, para “vencer-se a si mesmo”, a fim de se construir um lar maduro e santo, faz com que caminhemos para a nossa santificação.

Conclusão: É preciso saber aproveitar toda e qualquer dificuldade do lar para fazer dela um degrau de crescimento na fé e no amor a Deus, pois “tudo concorre para o bem dos que amam a Deus” (Rom 8,28).

Para refletir
1– Nossa família é um espaço de convivência fraterna ou cada um está recluso em seu próprio espaço, em seu quarto, vivendo isoladamente?
               
2– Nós temos valorizado a oração em família como meio de cultivar a comunhão com Deus e a fraternidade entre nós?

3 – Pense num momento feliz na sua família, e agradeça a Deus em oração.

10/08/2009

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