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FAMÍLIA - CONSTRUÇÃO DE COMUNHÃO ( Gn 1, 26-27)

A Sagrada Escritura afirma que o ser humano, homem e mulher, é imagem e semelhança de Deus. Sendo Deus comunhão trinitária, a pessoa é chamada a viver em comunhão (cf. Gn 2,18), a realizar-se, a vencer a solidão, a encontrar felicidade imitando na sua vida terrena a comunhão divina, vivendo em relação de amor que se doa, como acontece na comunhão trinitária. Por isso, a tarefa mais importante da vida é construir comunhão, para fazer, já nesta terra, experiência, ainda que inicial, da paz e do bem que buscamos.

1. SOLIDIFICADOS NO AMOR - As escrituras nos mostram a intenção de Deus de que o homem e a mulher encontrem felicidade e realização numa união que envolve a totalidade de suas pessoas (corpo e alma), numa relação de reciprocidade afetiva e co-responsabilidade duradoura. O casamento solidificado no amor, no bom relacionamento, é o maior bem, não somente para os esposos, mas também para os filhos e para toda a sociedade, pois nele os pais educam os filhos como ninguém mais pode fazer.

Só o amor, o perdão, a generosidade que vem de Deus tornam-se rocha segura em cima da qual se pode construir ou reconstruir uma família. Crises acontecem e as ventanias fortes, quando menos se espera, investem contra nossa casa. Quem alimenta sua fé no sentido do amor e do perdão, sobre os valores do Evangelho de Jesus, que é amor e nos ensina a amar, esse construiu sua casa sobre a rocha (cf. Mt 7,24). Esta casa pode até balançar com as tempestades, mas jamais cairá, pois seu alicerce é firme (Mt 7,25).

2. COMUNHÃO DE PESSOAS - Todos os membros da família, cada um segundo o dom que lhe é peculiar, possuem a graça e a responsabilidade de construir, dia após dia, a comunhão de pessoas, fazendo da família uma escola de humanismo mais completo e mais rico: é o que vemos surgir com o cuidado e o amor para com os mais pequenos, os doentes e os anciãos; com o serviço recíproco de todos os dias; com a co-participação nos bens, nas alegrias e nos sofrimentos.

3. CONVOCADOS À SANTIDADE: A vocação universal à santidade é exercitada concretamente nas realidades da existência familiar. Da mesma forma que eu me reconheço território santo de Deus, templo do Seu Espírito, devo reconhecer que o outro também o é.  Se o amor do marido pela sua mulher não a ajuda a viver melhor, ele não está cumprindo bem com a sua missão dentro da família. Da mesma forma o amor da mulher pelo seu marido, dos pais pelos filhos, dos filhos pelos pais... O amor iniciado em Deus é sempre um amor que visa a promoção e a felicidade do outro. Há uma chama de Deus que queima dentro de cada um, e nenhum de nós pode ser água fria que venha apagar esse fogo de Deus que arde no outro, sufocando-o no nosso egoísmo, na satisfação das nossas próprias necessidades, na limitação de fazer do outro aquilo que nós entendemos que ele deva ser.

Há alguns caminhos que nos ajudam a avançar na espiritualidade conjugal e familiar: Eucaristia, reconciliação e oração familiar.

A eucaristia representa a aliança de amor de Cristo com a Igreja. A família não se fecha em si, mas tem um compromisso com a família maior - a Igreja.

Aí a Palavra de Deus, e não os defeitos e pecados do outro, é o critério para o crescimento e a conversão de cada um.
O arrependimento e o mútuo perdão - para que os erros, as diferenças, os tropeços, não sejam empecilho para o crescimento dos relacionamentos.

Pelo perdão recebido cada um se sente curado de suas feridas interiores, e pelo perdão concedido é capaz de cicatrizar as feridas alheias.

A oração familiar é exigência da comunhão que se pretende construir.  Tem como motivação a própria vida de família, que é vocação de Deus, que com suas alegrias e dores, esperanças e tristezas, partidas e regressos, escolhas importantes e decisivas, etc., assinalam a intervenção do amor de Deus na história da família, assim como devem marcar os momentos de ação de graças, para o abandono confiante da família ao Pai comum que está nos céus. A dignidade e a responsabilidade da família cristã como Igreja doméstica só podem ser vividas com a ajuda incessante de Deus, que não faltará,  se implorada com humildade e confiança na oração”.

PARA REFLETIR:
1-Você sente que a família contemporânea contribui para a promoção das pessoas ou cada um vive isolado em si?
2-Como andam as dimensões eucaristia/caridade, perdão e oração em sua família?
3-Sua família tem sido lugar de exercício de bons tratos e santidade entre os membros?
4- Como você está tratando os membros de sua família?

 

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