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Eu vi o Senhor (Jo 1, 40-45)

Queridos irmãos e irmãs,

O evangelho hoje nos apresenta o testemunho convicto de Filipe a Natanael: ”Encontramos... Jesus de Nazaré!”. Recordando as palavras de Bento XVI: “De fato, não se começa a ser cristão por causa de uma grande ideia ou doutrina, mas por causa de um encontro com a pessoa de Jesus, que dá à vida um novo horizonte e, desta forma, o rumo decisivo”. Pensemos que grande alegria será para as nossas crianças, jovens e adultos poderem realizar essa maravilhosa experiência do encontro com o Filho de Deus, a pessoa de Jesus Cristo. Por isso desejamos refletir, nesta e nas próximas semanas sobre o processo da Iniciação à Vida Cristã que está sendo proposto em nossa paróquia.

Até poucos séculos todos nasciam cristãos e, na sua maioria, católicos. A formação, supostamente acontecia na família, a fé era ensinada “no berço” e a catequese deveria oferecer o “ensino” doutrinário, dogmático e sacramental na infância e pré-adolescência. Hoje, muitos pais já não educam na fé os filhos. Não cumprem mais com a sua missão de serem os primeiros educadores na fé. Agem assim porque são cristãos superficiais, sem convicções profundas. Creem em Jesus Cristo, mas optaram por não segui-lo. Consequentemente, certo número de catequizandos vem para a catequese com pouca formação e vivência cristã, sem ter feito uma adesão clara à pessoa de Cristo.

Também por muitos séculos, a Igreja não se preocupou com a formação cristã dos adultos. Uma vez adulto, o alimento espiritual ficava por conta da liturgia dominical, que até o Vaticano II, ninguém entendia. Decorria disso que tínhamos uma formação infantil e, como adultos, uma infantilização da fé.
O resultado é que muitas pessoas que acreditam em Deus já não querem pertencer a uma comunidade eclesial. Pretendem viver uma fé individual desligada da Igreja. Comportam-se como que “piratas”, pegando desta ou daquela Igreja ou religião, aquilo que lhes interessa e que vem de encontro aos seus desejos do momento. Com isso, também imaginam um Cristo ao seu próprio gosto.

É por isso que o Documento de Aparecida afirma que “não temos de dar nada como pressuposto” (DAp 549). A catequese é convocada e desafiada a “recomeçar a partir de Jesus Cristo” (DAp 12; 41; 549). Através desse encontro, as pessoas descobrem que Ele é o “caminho, a verdade e a vida” (Jo 14,6) e que somente Ele pode saciar a fome e a sede que há em seus corações.

O homem e a mulher, criaturas de Deus, estão voltados para Seu Criador, princípio e fim de tudo, mas muitos não se dão conta disso e encontram-se perdidos porque não tiveram a oportunidade de caminhar com Ele e ouvir a Sua voz, o Seu chamado. Na grande maioria, as pessoas vem à igreja buscar apenas o sacramento. A nós caberá acolhê-los e acompanha-los como cristãos convictos, de forma a despertar a sua fé, como instrumentos da Igreja na evangelização desses nossos irmãos, às vezes adultos na vida, porém ainda pequenos na fé, levando-os através do Amor ao encontro de Jesus.

É preciso mostrar esse caminho e só quem viveu este encontro com o Cristo Ressuscitado pode apontar pistas para que as demais pessoas também o encontrem. Pistas, porque cada um faz seu próprio caminho. Estas pistas decorrem não do ensinamento de dogmas e doutrinas, mas sim do testemunho pessoal do encontro que se fez. Por isso é necessária a experiência, o testemunho verdadeiro daquele que conhece o Senhor. Não adianta pintar um quadro lindo e maravilhoso do Jesus milagroso e não ser capaz de mostrar com a própria vida a diferença que Jesus realiza em você. Um cristão que tem vida sacramental e de oração, alegre, coerente, comprometido, fraterno, caridoso, participativo, capaz de amar, é o melhor jeito de falar de Jesus e de mostrar a força da sua Palavra gerando vida plena.

PARA REFLETIR:

1-Pensando na sua catequese, você considera que ela tenha te levado ao encontro com Jesus ou foi uma série de normas e doutrinas?

2-Qual você considera hoje a maior dificuldade para que as pessoas de fato se tornem cristãs?

3-Você conhece pessoas que vivem uma vida cristã autêntica? O que elas representam para você?

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