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“EU TE SEGUIREI AONDE FORES” (Lc 9,57-62)

Queridos irmãos e irmãs,

Adentramos o mês de Outubro celebrando São Benedito, padroeiro da nossa paróquia, lembrando suas grandes virtudes de humildade, oração e serviço aos pobres. Este é um mês marcado por numerosos eventos litúrgicos e sociais, é o mês do Rosário e das Missões. No dia 1º de outubro celebramos Santa Terezinha do Menino Jesus, a santa da “pequena via da santidade”. Dia 2, os Santos Anjos da Guarda, que sempre estão ao nosso lado. Dia 4, o grande São Francisco de Assis, o santo da ecologia, do amor e da pobreza. Dia 12 a solenidade da Padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida. Dia 15, lembramos Santa Teresa d’Ávila, santa mística da interiorização. No dia 25 é o dia de Santo Antônio de Sant’Ana Galvão, o primeiro santo brasileiro. Dia 28, é dia dos Santos Simão e Judas Tadeu.

Mas, que lições podemos tirar da vida destas pessoas? O que as destacou de forma que a Igreja as pudesse considerar santas? Vindas de tempos e realidades diferentes, cada uma delas soube, com sua vida, responder ao chamado pessoal de Deus e cumprir a vontade do Pai, tendo-O colocado em primeiro plano, vislumbrando a sua glória, mas aceitando a sua cruz.

O evangelho de hoje nos dá uma grande luz nesta compreensão. Nós nos aproximamos do Senhor porque queremos que Ele seja o nosso refúgio, segurança e proteção. E de fato Ele o é, mas muitas vezes, queremos materializar a proteção de Deus. E nisso está a dificuldade que muitos têm de segui-Lo, porque nós não encontraremos, ao deixarmos tudo para seguir o Senhor, a segurança humana de que nós necessitamos. Porque o Filho do Homem não tem nem onde reclinar a própria cabeça, até as aves do céu estão mais bem servidas do que Ele, as raposas têm tocas para si, mas o Filho do Homem não!
Nós, muitas vezes, queremos o conforto, mas nem sempre o teremos conosco; porque enfrentaremos o frio, o calor, as arestas da vida, os tempos melhores de saúde e outros de doença – “Nossa, mas eu sou discípulo de Jesus! Tenho que passar por essas contrariedades da vida?”. Vai ter de passar por tudo isso sim e, muitas vezes, vai passar muito mais do que outros.

Uma única certeza:

Outras vezes, nós queremos a segurança do afeto – “Eu vou seguir Jesus, mas deixe-me primeiro enterrar os meus familiares”. Ou então: “Permita-me despedir-me dos meus”. Se vamos esperar os enterrar e nos despedir dos nossos para depois seguir o Mestre, a vida vai passar e a despedida nunca há de terminar. Então, quem tem disposição para seguir Jesus precisa realmente segui-Lo, confiando somente na Sua graça.

Não espere a segurança material de que você precisa, o conforto que a vida pode lhe dar, ou estar sempre cercado dos afetos de que você necessita para fazer isso. Uma certeza nós podemos ter: é o Senhor quem cuida de nós! Os santos foram pessoas como nós, que decidiram seguir a Jesus, que se fizeram livres, se desapegaram, se despojaram interiormente de todas as seguranças que o mundo pode dar para ter a certeza da eternidade, a segurança da proteção divina; ter o afeto do amor de Deus a conduzir seus passos. Os santos são, portanto, inspiração e luz em nossas vidas a tal ponto que devemos nos perguntar: “Se eles e elas puderam, por que nós não podemos?”

PARA REFLETIR:

1- Alguma vez você pensou que seu nome poderia estar entre o nome dos santos? Como você se sente ao pensar assim?

2- Tenho sido capaz de dar a Jesus a mesma resposta que o Evangelho aponta: “Jesus, eu te seguirei onde quer que fores”?

3- Se os santos e santas puderam fazer esta opção livre e radical por Jesus, por que você não poderia?

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