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“EU E A MINHA CASA SERVIREMOS AO SENHOR” (Js 24,15)

Dentre as instituições sociais, a família e a igreja podem ser consideradas indispen­sáveis dentro da conjuntura social. Ser membro de uma família e ser membro da Igreja de Cristo é algo que deve ser profundamente valorizado e levado a sério. O problema é que hoje a Igreja tem sido concebida por muitas pessoas e famílias apenas como um local a ser visitado semanalmente (às vezes), tornando-se algo muito distante da família. Alheias ao dia-a-dia da Igreja, suas dificulda­des, propostas e desafios, muitas famílias valorizam apenas as comemorações e os sacra­mentos, como se a simples preocupação com esses ritos pudesse garantir a aprovação de Deus e as bênçãos para a família.

1. FAMÍLIA E IGREJA: UMA INTEGRAÇÃO NECESSÁRIA
1.1 Necessária para adoração (Ef 5,19-21). Adoração pode ser uma experiên­cia individual, mas deve ser também comunitária (Hb 10,25). Congregada com o povo de Deus, a família tem maiores condições de prestar ao Senhor uma adoração mais profunda, envolvente, criativa e participativa (Cl 3,16).

1.2 Necessária para comunhão (Fp 1,27). A vida cristã deve ser marcada não apenas pela experiência vertical da comunhão com Deus, mas também pela horizon­tal: comunhão com os irmãos. Integrada à igreja, a família, usufrui das bênçãos da comunhão cristã e ajuda a promovê-la. Os primeiros cristãos perseveraram na comu­nhão (At 2,42-47).

1.3 Necessária para missão (Hb 10,24,25). A Igreja tem uma importante missão a desempenhar, no sentido de proclamar a boa-nova pela implantação dos valores do Reino. Mas o desempenho desta missão requer a participação da família. Quando a família se omite, a Igreja não tem como cumprir a sua missão, pois é formada de famílias. Compreendendo a necessidade desta integração, Josué tomou uma decisão que, ainda hoje, desafia profundamente cada família: “Eu e a minha casa serviremos ao Senhor” (Js 24,15).

2. FAMÍLIA E IGREJA: UMA INTEGRAÇÃO AGRADÁVEL
Há muitas famílias que parecem não ter experimentado ainda esse aspecto do compromisso com a igreja. Esta integração é agradável pelas seguintes razões:

2.1 Promove a sociabilidade (SI 133,1). Além de ser uma necessidade, o harmo­nioso relacionamento entre família e Igreja torna-se uma experiência por demais agra­dável. O convite para ir à casa do Senhor alegrava o salmista Davi (SI 122.1).

2.2 Desempenha função terapêutica.
Muitas famílias podem testemunhar a agradável experiência que as envolveu quando se integraram à igreja. Profundo conhecedor desta função terapêutica da Igreja, o apóstolo Paulo escreve aos cristãos de Roma: “se Deus quiser, chegarei aí cheio de alegria e lhes farei uma visita que será muito agradável para mim” (Rm 15,32).

2.3 Atrai a bênção de Deus (SI 133,3) A integração família/igreja é agradável também porque atrai sobre si a bênção de Deus. O relato a respeito da igreja do período apostólico comprova isto (At 4,32-35).

3. FAMÍLIA E IGREJA: UMA INTEGRAÇÃO PREJUDICADA
3.1 Prejudicada pela alienação.
O indiferentismo de muitas famílias acomodadas e desinteressadas em crescer na graça e no conhecimento do Nosso Senhor Jesus Cristo, bem como igrejas que não valorizam a família, resulta em enormes prejuízos para ambas.(Hb 5,12-14).

3.2 Prejudicada pela incompreensão (I Co 11.17,18). A incompreensão era um dos graves problemas que perturbavam a Igreja de Corinto, como se vê já no início da primeira carta (I Co 3,3-4). Pessoas e famílias que nutrem contendas e rixas na igreja, desonram o nome de Cristo e prejudicam a integração que deve envolver a todos.

3.3  Prejudicada pela secularização (Rm 12,2)  A conformidade a este século tem sido um dos grandes problemas da igreja. Há famílias que estão se conduzindo e dando aos seus filhos uma formação embasada muito mais nos princípios de uma sociedade corrompida e sem Deus, do que nos santos princípios cristãos.

Apesar das ameaças e prejuízos que a igreja e a família às vezes sofrem, alenta-nos saber que esta integração é sempre viável e prossegue vitoriosamente graças à direção divina sobre ambas (SI 127,1; Mt 16,18; Rm 8,31), graças à consagração de muitos, que chegam a se arriscar pela causa cristã, não medindo esforços (Rm 16,3-4) e graças aos resultados positivos.

Para refletir:

1. O que pode ser feito para melhorar a integração família/igreja?
2. Em que sentido a célula pode contribuir para o crescimento cristão da família?
3. A sua família está integrada à igreja? Por que razão?

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