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A ESPERA VIGILANTE DO SENHOR – (Mt 24, 37-44)

A Igreja nos põe de sobreaviso com quatro semanas de antecedência a fim de que nos preparemos para celebrar de novo o Natal e, ao mesmo tempo, para que, com a lembrança da primeira vinda de Deus feito homem ao mundo, estejamos atentos à nova vinda do Senhor. Por isso o Advento é tempo de preparação e de esperança.
A tonalidade de fundo que percorre a 1ª semana é a da espera vigilante do Senhor. Ele anuncia o seu retorno. Devemos estar alertas, pois o seu retorno é contínuo e acontece todos os dias.

ESPERANDO A LUZ DO SENHOR:
Talvez já tenhamos tido a experiência do que é caminhar na noite e arrastar os pés durante quilômetros, fixando o olhar numa luz longínqua que representa de alguma forma o lar. Como é difícil avaliar as distâncias em plena escuridão! Era essa a situação em que se encontravam os Profetas quando olhavam para o futuro, à espera da redenção do seu povo. Não podiam dizer quando é que o Messias chegaria. Só sabiam que um dia a família de Davi voltaria a florescer, que um dia encontrariam a chave que abriria as portas da prisão; que a luz, que avistavam apenas como um ponto nebuloso no horizonte, haveria de ampliar-se por fim, até se transformar num dia perfeito. O Povo de Deus devia permanecer à espera.

Esta mesma atitude de expectativa é a que a Igreja deseja para os seus filhos em todos os momentos da sua vida. Considera como parte essencial da sua missão fazer com que continuemos a olhar para o futuro e anima-nos a caminhar com os pastores, em plena noite, vigilantes, dirigindo o nosso olhar para a luz que emana da gruta de Belém.

A ESPERA VIGILANTE:
Quando o Messias chegou, poucos o esperavam realmente. Veio para o que era seu, mas os seus não o receberam (Jo 1, 11). Muitos daqueles homens haviam adormecido para o mais essencial das suas vidas e da vida do mundo. Estai vigilantes, diz-nos o Senhor. Despertai, repetir-nos-á São Paulo (Rom 13, 11). Porque também nós podemos esquecer-nos do mais fundamental da nossa existência. Maria não sabia que seria visitada pelo Senhor por intermédio do anjo Gabriel, mas a postura dela era sempre de abandono na vontade de Deus a seu respeito...

Estaremos alerta se cuidarmos com esmero da oração pessoal, que evita a tibieza e, com ela, a morte dos desejos de santidade; estaremos vigilantes se não descuidarmos os pequenos sacrifícios, que nos mantêm despertos para as coisas de Deus. Estaremos atentos mediante um exame de consciência delicado, que nos faça ver os pontos em que nos estamos separando, quase sem o percebermos, do nosso caminho.

VINDE, SENHOR, NÃO TARDEIS.
Preparemos o caminho para o Senhor que chegará em breve; e se notarmos que a nossa visão está embaçada e não distinguimos com clareza essa luz que procede de Belém, é o momento de afastar os obstáculos. É tempo de fazer com especial delicadeza o exame de consciência e de melhorar a nossa pureza interior para receber a Deus. É o momento de discernir as coisas que nos separam do Senhor e de lançá-las para longe de nós. Para isso, o exame deve ir até as raízes dos nossos atos, até os motivos que inspiram as nossas ações.

Para manter este estado de vigília, é necessário lutar, porque a tendência de todo o homem é viver de olhos cravados nas coisas da terra. Especialmente neste tempo do Advento, não deixemos que os nossos corações fiquem ofuscados pela glutonaria, pela embriaguez e pelos negócios desta vida, perdendo assim de vista a dimensão sobrenatural que devem ter todos os nossos atos. São Paulo compara esta vigilância sobre nós mesmos à guarda montada pelo soldado bem armado que não se deixa surpreender . “Este adversário, nosso inimigo, procura fazer-nos mal por onde quer que possa; e, já que não anda descuidado, não o andemos nós” .

PARA REFLETIR:
 1- O que é para você manter uma atitude de espera vigilante pelo Senhor?
2- De que forma o advento ajuda você nesse tempo de espera pela vinda do Senhor?
 

 

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