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A ESPERANÇA É A ÚLTIMA QUE MORRE (Miqueias 7,11-20)

Ler o texto e responder: O que ele nos diz?

Queridos irmãos e irmãs,

A esperança de Miqueias está baseada na história do seu povo que ele aprendeu em casa desde criança. Ele lembra como era ampla a terra no tempo do Êxodo. Projetando este passado lá na tela do futuro, Miqueias transforma a saudade em esperança. Ele espera que um dia esta visão tão bonita do passado se realize novamente. É a imagem de Deus como bom pastor que fundamenta esta esperança. Ele pede que Deus continue guiando seu povo para a terra prometida. Pede que o Êxodo continue! Ele quer viver em estado permanente de Êxodo.

Na sua esperança de futuro, vislumbra a terra espaçosa, suficiente para todos. É bonito o futuro que Miqueias imagina a partir da sua fé: tudo será reconstruído, fronteiras amplas, terra para todos, do jeito que era quando eles foram libertados do Egito: desde o Nilo até o Eufrates, de mar a mar, de monte a monte. Isto é, desde o rio Nilo, no sul, até o rio Eufrates no norte; desde o Mar Morto, no oriente, até o Mar Mediterrâneo no ocidente; desde a montanha do Hermon, no Líbano, ao norte, até o Monte Horeb, perto do Sinai, ao sul. O povo disperso voltará para sua terra. A terra dos que praticam o mal será abandonada.

Miqueias pede que Deus seja o bom pastor a guiar o povo para a terra prometida. Pede que Deus, o pastor do povo, tire o povo da floresta do cativeiro e o conduza para pastar nos jardins de Basã e Gallad, como nos tempos antigos. Ele diz: “Mostra-nos agora as tuas maravilhas”, como nos tempos do Êxodo. A expressão “pastar nos jardins” evoca o jardim do Paraíso terrestre (cf. Gn 2,8-10). Desse modo, Miqueias transforma a saudade em esperança.

Na nossa vida, as experiências que vivemos em família, em comunidade, fatos da história do Brasil que presenciamos ou que chegaram a nós pelos nossos estudos, também eles podem trazer sinais de esperança para nós. Certo é que muitas vezes nos deixamos impactar só pelo sensacionalismo das notícias ruins que chegam pelos meios de comunicação, mas há muito de bem sendo feito no silêncio, muitos sinais que não são mostrados na TV, mas que transformam situações de dor em raios de luz. A notoriedade que o Papa Francisco tem recebido não é tanto por falar de coisas novas, mas por fazer as coisas de um jeito novo, por manifestar interesse pelas pessoas simples, por viver sem se isolar dos problemas do mundo, mas justamente, se inserir no meio deles com gestos de mudança, com uma palavra de esperança.

Miqueias espera que os povos que maltrataram o povo de Deus, ao verem as maravilhas de Deus pelo seu povo, criem vergonha, saiam das suas trincheiras e reconheçam as grandes coisas que o Senhor realizou. Assim também esperamos nós, a partir das atitudes renovadas que tenhamos.

Ele diz: “Quem é Deus igual a Ti?” Nesta frase transparece o significado do nome Miqueias: Mi-ca-ya: quem é como o Senhor. No rosto de Deus de Miqueias não transparece dureza, nem ameaça, nem medo, mas perdão, reconciliação e amor. Deus não guarda rancor; Ele dá preferência ao amor, joga nossos pecados no fundo do mar e conserva a fidelidade para conosco, não porque o povo é bom e sando, mas porque Ele, Deus, quer ser fiel às promessas que fez no passado aos pais do povo. Esta é a fonte da nossa esperança: Deus é fiel!!

PARA REFLETIR:

1-Quais os fatos da história da sua vida, da sua família ou comunidade que lhe dão esperança para não desanimar? Por que?

2- Quais os traços do rosto de Deus que transparecem neste texto? O que Miqueias te ensinou durante todo este mês?

(Baseado subsídio do Cebi para o mês da Bíblia – “O profeta Miqueias” – Carlos Mesters e Francisco Orofino)