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O ESPÍRITO SANTO, MISTÉRIO DE FORÇA E TERNURA (Gn1, 1-2;   2,7)

1.VEM, ESPÍRITO SANTO” é uma aclamação que fazemos continuamente. Quando clamamos pelo Espírito, estamos falando da Terceira Pessoa da Trindade, mas chamá-la de Espírito é uma tradução do nome. O nome original do Espírito, aquele pelo qual o conheceram os primeiros destinatários da revelação, é Ruah.

Em hebraico, Ruah significa o espaço atmosférico entre o céu e a terra, que pode ser calmo ou agitado, onde se percebe mais facilmente o sopro do vento; por extensão, o espaço vital no qual o homem se move e respira. No sentido comum da Bíblia esta palavra significa duas coisas estritamente ligadas entre si: o vento e a respiração. Foram estes dois os sentidos físicos fundamentais de Ruah, dos quais Deus se serviu para nos revelar a realidade do seu Espírito: o do vento e o do sopro ou respiração.

No princípio do Gênesis se fala do “Espírito de Deus” que soprava com força sobre as águas (cf Gn 1,2). Aqui a proximidade entre Espírito e vento é tamanha, que os tradutores modernos muitas vezes ficaram na incerteza se traduziam a expressão por “Espírito de Deus” ou “vento de Deus”, ou “vento impetuoso”, escolhendo ora uma, ora outra tradução. Depois lemos: “Deus formou o homem do pó da terra, soprou-lhe nas narinas o sopro da vida” (Gn 2,7)

Por diversas vezes a Bíblia nos narra a imagem do vento impetuoso e do turbilhão, expressando o poder, a liberdade e a transcendência do Espírito, uma força arrasadora e indomável, capaz de “dilacerar os montes e despedaçar os rochedos” ( 1 Rs 19,11), de “levantar as ondas até o céu e fazê-las descer aos abismos (Sl 107, 25-26).

Quanto às imagens de respiração, do sopro ou da brisa suave, servem para exprimir a bondade, a delicadeza, a quietude, a presença do Espírito divino. A respiração é aquilo que há de mais “íntimo”, mais vital e pessoal no ser humano. O Espírito Santo personifica, com evidência, o mistério de Deus que é, ao mesmo tempo, poder absoluto e ternura sem  limites.

2. O ESPÍRITO SANTO VEM EM AUXÍLIO DA NOSSA FRAQUEZA: O Espírito é mistério de poder e transcendência. É a única força verdadeira, o único poder real que sustenta a Igreja! Assim como o cristão individualmente, a Igreja não vive da própria força. A força da Igreja não está nos “sábios raciocínios”, inteligência, diplomacia, filosofia, direito canônico, organização.

Dizia Paulo: “Nosso Evangelho vos foi pregado não somente por palavra, mas também com poder, com o Espírito Santo e com plena convicção” (1 Ts 1,5). É do Espírito Santo, portanto, que a Igreja e todo evangelizador recebem o poder de convencer e converter, de penetrar o coração de uma cultura, induzindo os povos à obediência da fé. Por conseguinte, o Espírito Santo é a fonte e o segredo da coragem e da audácia do fiel cristão. Todas as coisas na Igreja e em nós cristãos, ou ganham a força do Espírito Santo, ou são impotentes.

3. O ESPÍRITO ENCHE A NOSSA SOLIDÃO: O Espírito é mistério da bondade e da suavidade, da familiaridade com Deus e também da quietude. É Ele quem cria a “intimidade com Deus”: Deus em nós e nós em Deus, e tudo graças à presença do Espírito Santo. Não é o local que cria intimidade, mas o amor, e o amor vem do Espírito Santo. O Espírito Santo foi para Jesus, em sua vida terrena, o companheiro inseparável e quer sê-lo também para nós. Se a fraqueza nos levar à experiência da força do Espírito, a solidão pode dar estímulo a que se faça a experiência deste doce hóspede.
Andar ou remar contra o vento: como cansa! Fazê-lo com o vento a favor: quanto prazer! Fazer as coisas sem o Espírito Santo: como pesa! Fazer com Ele: como tudo é mais leve!

Oremos: Vem, Espírito Santo! Vem, força de Deus e doçura o Senhor! Vem, Tu que és ao mesmo tempo movimento e repouso! Renova a nossa coragem, dá à nossa igreja um novo vigor, cria em nós a intimidade com Deus! Não dizemos mais como o profeta: vem dos quatro cantos, como se ainda não soubéssemos de onde vens. Mas dizemos: Vem, Espírito, do lado transpassado de Cristo crucificado! Vem dos lábios do Ressuscitado!

Para refletir:
1- Você se deixa guiar pelo Espírito na sua fraqueza ou acaba desistindo das coisas por não se sentir capaz?
2 - Como você tem experimentado essa intimidade com Deus? Tem obedecido ao que o Espírito lhe revela da vontade de Jesus ou faz tudo do seu jeito?

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