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ESCOLHIDOS E CHAMADOS POR JESUS (Jo, 15,12-17)

Queridos irmãos e irmãs,

Refletindo neste mês as diversas dimensões vocacionais, a Igreja pretende sempre mais despertar em cada cristão batizado a origem e a grandeza da sua missão. O Papa Francisco, em seu discurso aos jovens argentinos na JMJ pronunciou-se muito claramente: “Quero que se ‘saia para fora’. Quero que a Igreja vá para as ruas. Quero que nos defendamos do espírito mundano, do comodismo e da instalação, do clericalismo e de ficar fechados em nós mesmos. As paróquias, as escolas, as instituições são para sair, caso contrário se convertem em uma ONG e a Igreja não pode ser uma ONG!

Experimentando o modelo de evangelização paroquial que vivemos – a igreja em células – sabemos que ele nos propõem justamente um deslocamento, respondendo às urgências da ação evangelizadora e pastoral propostas para a nossa arquidiocese, e também em sintonia com as necessidades da Nova Evangelização.

A medida que o projeto cresce e novas pessoas vão se agregando a ele, é importante que continue sendo clara para cada um a nossa missão: CONDUZIR AS PESSOAS A JESUS, CONSOLIDÁ-LAS NA FÉ, TORNÁ-LAS DISCÍPULAS E  ENVIÁ-LAS A SERVIR.

Comunicar Jesus não é um trabalho que pessoas especiais, ocupando cargos especiais na Igreja, mas um estilo de vida comum a todos os batizados.

“A fé em Jesus Cristo não é uma piada; é algo muito sério. É um escândalo que Deus tenha vindo se fazer um de nós, é um escândalo, e que ele morreu na cruz, é um escândalo, o escândalo da cruz. A cruz continua sendo um escândalo, mas é o único caminho seguro: o da cruz, o de Jesus, a encarnação de Jesus.”

Mas quantos ainda não descobriram esta verdade... Quantos caminham sem esperança, sem luz, sem se sentirem amados. Quantos negam Deus, quantos debocham da salvação...

Onde ficamos nós, os batizados? Onde começa a nossa missão?

Começa com a vida de oração, sim, onde nos fortaleceremos. Começa na vivência da Palavra e da Eucaristia, onde buscaremos munição para sair e lutar pelos valores do Reino. Mas não pode se  bastar aqui. É preciso, como diz o Papa, ‘sair para fora’, caminhar ao encontro, ir buscar nas “periferias existenciais” aquele que ainda não se sentiu tocado pelo amor de Deus e ali acolher e cuidar da sua necessidade... E quem vai fazer isso, o Papa? Certamente não. Ele esteve aqui e aguçou nossas consciências, despertou-nos de um sono acomodado, mas agora que ele voltou para o seu lugar, e nós ficamos. Somos nós que devemos, agora despertos, realizar o que Deus espera de nós.

Fazendo como Jesus fez

Foi assim que fez com seus discípulos: não os manteve colados a si, como uma galinha com seus pintinhos. Ele os enviou! Não podemos ficar encerrados na paróquia, quando há tanta gente esperando o Evangelho. Não se trata de esperar que as pessoas procurem nossa paróquia, que venham bater na porta de nossa célula. É preciso sair pela porta afora para procurar e encontrar.

O encontro e o acolhimento de todos, a solidariedade e a fraternidade são os elementos que tornam a nossa civilização verdadeiramente humana. Só ganharemos pessoas para Jesus quando formos servidores da comunhão e da cultura do encontro. Ele mesmo nos ensinou isso.
Se nossas células não tem crescido e se multiplicado, talvez seja porque nem todos tem cumprido com fidelidade, amor e entusiasmo a sua missão de batizados. Tenhamos a coragem de ir contra a corrente das nossas facilidades, do comodismo, do medo do comprometimento. A nossa eficácia apostólica vai depender da nossa vida em Cristo: manter-se unido a Ele não é se isolar, mas é ir ao encontro dos demais.

PARA REFLETIR:
1-Como irmãos que vivem em célula, de que forma temos servido aos que ainda não encontraram o Cristo?
2-Como convivemos com as pessoas que vivem à margem da sociedade, da fé. Temos caminhado ao seu encontro?
3-Que proposta concreta podemos tirar hoje desta reflexão?

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