Estudo Semanal
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Eis-me aqui, envia-me!  (Is 6,1-8)

Caros irmãos e irmãs,

Adentramos esta semana na quaresma e a Igreja, neste tempo, nos apresenta o jejum, a esmola e a oração como exercícios preciosos no caminho de nossa transformação em Jesus Cristo. Para ajudar este nosso caminho de conversão, o tema proposto para a Campanha da Fraternidade deste ano refletirá sobre a realidade dos nossos jovens.

O lema “Eis-me aqui, envia-me!” retrata a frase do profeta Isaías quando, ainda jovem, aceitou o convite do Senhor. Quando o Senhor o chamou, Isaías vivia num contexto social e político muito difícil. Deus não o abandonou, apesar das suas fraquezas, confiou nele e ele não hesitou em responder-lhe afirmativamente.

De um modo bastante diferente, também a nossa juventude enfrenta seus desafios e conflitos jamais imaginados há alguns anos atrás: o mundo globalizado, a conexão em rede proporcionada pela internet; violência urbana disseminada; extermínio de jovens; ausência de adultos no meio juvenil; as drogas, o relativismo, a ausência do sentido da vida.  Diante de tantas transformações, a igreja e a família precisam aprender a lidar com esses seus membros mais jovens, proporcionando-lhes espaço de amadurecimento e vida plena, apresentando o projeto de Jesus Cristo como modelo de vida para os jovens.

JOVENS OBEDIENTES
As escrituras nos retratam outros tantos exemplos de jovens que obedeceram a Deus e foram fiéis a Ele. João Evangelista, o mais jovem dos apóstolos, foi o único que acompanhou Jesus até os pés da Cruz e testemunhou sua morte, amparando Maria, sua mãe. É exemplo de coragem ao assumir seu papel apostólico.

Maria de Nazaré também era bem jovem quando recebeu o convite de Deus e aceitou a proposta de ser a Mãe do Seu Filho. O seu “Eis aqui a serva do Senhor! Faça-se em mim segundo a tua palavra.” transformou a história da humanidade. Nela encontramos características do discipulado: a escuta amorosa e atenta, a adesão à vontade do Pai, a atitude profética, a fidelidade a ponto de acompanhar seu Filho até a cruz e continuar sua missão evangelizadora.

Nos evangelhos vemos que este processo de seguimento levava muitas pessoas ao encontro com Jesus, das quais muitas se tornaram discípulas. A busca de jovens por modelos é uma porta que se abre para apresentarmos-lhes a pessoa de Jesus Cristo.

É preciso refletir como estamos tratando nossos jovens em todos os sentidos do seu viver. Por vezes, o adulto esquece da sua juventude, dos seus anseios, dos seus deslizes, da sua rebeldia, e acaba por apenas culpar os jovens por esses seus momentos semelhantes. Quando nos colocamos nos lugar do outro percebemos quais são suas dificuldades e ao invés de apontar-lhes o dedo em riste, aprendemos que é preciso apontar-lhes um caminho, uma direção, uma razão de viver.

Em meio a tantas luzes, cores e sons, muitos se encontram perdidos em suas trevas interiores, buscando seu espaço na família, no trabalho, na sociedade, na igreja. Será que o universo adulto demonstra confiança na juventude? Será que os olhamos sem preconceitos, ou sua roupa, suas tatuagens, seus cabelos coloridos nos fazem discriminá-los, mesmo na igreja? Deus mesmo não temeu a aparente fragilidade de tantos jovens, ao contrário, confiou neles para grandes tarefas e eles responderam sim com abertura de coração. Deus continua chamando ainda hoje!

PARA REFLETIR:

1-Como podemos ajudar a juventude a ouvir o chamado de Deus?

2-Você sente que os adultos confiam nos jovens e os estimulam a assumirem responsabilidades?

3-De que forma temos apresentado Jesus como modelo para os jovens? Qual tem sido a nossa linguagem?

4-De que forma a célula pode ajudar os nossos jovens?