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DÍZIMO, EXPRESSÃO DE FÉ E GRATIDÃO

“Cada um contribua segundo tiver proposto no coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama a quem dá com alegria”. (2 Coríntios 9,7 )

Irmãos e irmãs em célula
Nos evangelhos dos últimos domingos refletimos sobre o perigo das riquezas e sobre os males que o egoísmo e o apego aos bens materiais podem causar. Na última semana refletimos sobre a família, formadora de valores humanos e cristãos. Nesta semana retomamos a oração e o estudo em torno do 5º mandamento da igreja: "Ajudar a Igreja em suas necessidades, cada qual segundo as próprias possibilidades ".

1. Unindo as últimas três semanas: Uma motivação humana, um testemunho.
Viver em comunidade é como viver em família: cada um tem a sua tarefa e, juntos, fazemos o que é de todos. Sem essa consciência tanto a família como a comunidade passariam por dificuldades que poderiam ser evitadas.
Na minha família sempre vi meus pais devolvendo o dízimo na comunidade, às vezes uma vez por ano quando estava relacionado com a safra da uva que era anual e cuja renda também era anual, e não mensal como nos salários atuais.
Quando falamos do Dízimo, não podemos nos esquecer de que estamos unidos como uma família. O que nos une são os laços do Espírito, pois recebemos um único Batismo que nos tornou filhas e filhos de Deus, irmãs e irmãos uns dos outros. Cada membro que participa da vida que acontece no templo tem deveres e direitos. Todos podem desfrutar dos bens deste lar, e todos devem assumir os cuidados pela vida comum. Assim, as tarefas, as despesas e os serviços, quando compartilhados por todos, são fáceis de ser assumidos e não se tornam um fardo para poucos.

2. A REALIDADE
O mundo de hoje é muito mais egoísta do que antigamente. Lá no interior as pessoas se visitavam gratuitamente, “tinham tempo”, se ajudavam e sabiam repartir o pouco que possuíam. Hoje somos educados a combater contra o irmão, acumular para ter segurança, a subir na vida... Essa mentalidade se reflete também na igreja, pelos muitos irmãos que ainda não se tornaram dizimistas e tantos outros que, mesmo sendo, semeiam com timidez. Toda vez que a bíblia fala do Dízimo e da partilha em geral, é para ensinar que somos dependentes uns dos outros e todos juntos dependemos de Deus. Tudo é dEle, inclusive a nossa vida e com ela os nossos bens. Devolver a Deus uma parte de tudo o que Ele nos dá é abrir mão de querer administrar tudo o que recebemos segundo as nossas vontades. Aqui reside a grande força do Dízimo: devolvendo o dízimo de nossas rendas como gratidão a Deus, estamos adorando o Senhor, reconhecendo, na prática, que Ele tem cuidado de nós e continuará cuidando. Com isso adquirimos sabedoria e temor do Senhor, o que é muito mais valioso que qualquer bem material. O homem rico, sem Deus é pior que o pobre com Deus. Qual é o fim do homem que morre sem o Temor de Deus no coração?

3. UM DESAFIO
O maligno devora nossos bens, colocando em nós desejos insaciáveis que nos trazem prejuízos. Por exemplo: Compras mal feitas ou por impulso; falência ou perda de bens por imprudência, vaidades, gastos supérfluos e etc., tudo conseqüência da falta de sabedoria e temor do Senhor. O Dízimo tem um grande poder disciplinador sobre nós. Tenho visto muitas pessoas mudarem seus hábitos a partir da prática do dízimo. Se tivéssemos coragem de anotar cada centavo das nossas despesas para perceber onde está indo nosso dinheiro talvez levaríamos um grande susto e sentiríamos vergonha diante de Deus. Não é a falta de dinheiro que impede a maioria dos católicos de serem dizimistas...
O dízimo não é investimento que traz retorno da mesma espécie. Também não é moeda de troca com Deus, do tipo: “eu dou o dízimo e o Senhor me retribui com prosperidade”. Perguntar se o dízimo é obrigatório seria como perguntar: é obrigatório agradecer a Deus? É obrigatório viver em uma comunidade que se ajuda? É obrigatório amar? E assim por diante. O que não toca o coração, o que não alcança a alma não produz generosidade e sensibilidade. O dízimo nasce de uma fé madura.
A verdade é que para guardar temos sempre justificativas, para partilhar temos sempre desculpas, embora Deus não nos tenha dado um espírito de timidez, mas de fortaleza, de amor e sobriedade.  (2 Tim 1,7). Sentir-se participante da obra do reino de Jesus é, com certeza, fonte de alegria sem medida.

Para refletir:

    1- Hoje, você já agradeceu a Deus pela vida, pela fé que herdou dos antepassados, pela sua comunidade atual? Pela sua célula?
    2- Há obstáculos que impedem o seu crescimento no Espírito de partilha?
    3- O que poderão dizer de você as próximas gerações, no que se refere à participação no dízimo?

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