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DIFICULDADES DE UM EVANGELIZADOR (1Cor 4,1-7)

Caros irmãos e irmãs,

Todos nós vivemos em sociedade, e quer na família, quer na comunidade, mais cedo ou mais tarde nos deparamos com atitudes ou palavras que colocam em julgamento nosso serviço e nossa doação pessoal pela causa do Reino.

As comunidades de Corinto, neste sentido, deram muita dor de cabeça a seu fundador, Paulo. A sua carta mostra cristãos cheios de problemas e conflitos, e a própria pessoa de Paulo não foi poupada. Os capítulos iniciais desta sua carta (1–4), bem como o capítulo 9, revelam o teor desses conflitos. Em poucas palavras, por evangelizar de graça, Paulo foi mal-entendido e caluniado. Além disso, os grupos que se formavam em torno de vários evangelizadores causaram-lhe o dissabor de ver o alicerce Jesus Cristo reduzido a mero figurante.

O povo de Corinto emitiu juízos apressados acerca de Paulo, julgamentos que o desabonaram como evangelizador. Sem ter em mãos um evangelho escrito, Paulo discorre sobre o “não julguem...” de Jesus (Lc 6, 37ss)

Servidor e administrador
Antes disso, contudo, fala da sua função à frente das comunidades e o faz usando duas palavras: servidor e administrador.
Como servidor, está sob as ordens de alguém e a serviço dele. Não é, portanto, senhor ou dono das comunidades.

Como administrador, é depositário de um tesouro que não lhe pertence (o mistério de Deus) e deve administrar com fidelidade.
Paulo desdenha o fato de os coríntios emitirem juízos acerca da sua conduta, pois sabe que deve prestar contas da administração ao seu Senhor. Evita até julgar a si mesmo ou inocentar-se - apesar de ter consciência tranquila, como se diz -, para que o julgamento do Senhor seja totalmente transparente: “Ele iluminará o que estiver escondido nas trevas e manifestará os projetos dos corações” (v.5).

O julgamento dos homens
Se Paulo não julga, por que o fariam os coríntios? Para imitar a sociedade injusta e parcial na qual viviam antes de conhecer o Senhor Jesus? Paulo sempre sonhou comunidades que fossem espaço novo, sem contaminação com a sociedade excludente de onde vieram. Por isso Paulo não julga, e não deixa que os julgamentos dos outros o afastem do amor de Cristo. Uma vez que nenhum ser humano está qualificado para avaliar os servos de Deus, não devemos permitir que as críticas nos impeçam de cumprir as tarefas dadas por Deus.

Nós também, em nossa caminhada como evangelizadores, corremos o risco de ser mal interpretados em nossas ações e serviços. Somos, porém administradores de Deus, incumbidos de administrar sua preciosa revelação. Não podemos deixar-nos sujeitos nem aos irmãos nem a nós mesmo.

O homem pode facilmente enganar-se e convencer-se de que está certo, quando não está, por isso a confiança não deve estar depositada em nossa própria aprovação. Qualquer brilho, sucesso, eloqüência e popularidade são  insignificantes, porque tudo o que temos vem de Deus, não é mérito nosso.

Nós, de modo semelhante a Paulo, devemos ter a centralidade da nossa ação no anúncio de Cristo. Nada do que obtemos na evangelização deve ser para nossa elevação, mas para a glória de Jesus.

E devemos fazê-lo com tal fidelidade, de modo que nos tornemos em certo sentido, pais espirituais daqueles a quem anunciamos. Paulo esperava que o imitassem (como ele imitava a Cristo) e os disciplinava quando necessário. Caminhemos para que também possamos ser imitados na lealdade e coerência do nosso seguimento a Cristo.

PARA REFLETIR:

    • Como está a sua vida de servidor de Deus e administrador das suas riquezas?
    • Como evangelizador, a lealdade e a coerência do seu seguimento a Cristo podem ser modelo para os irmãos?
    • O seu jeito de falar revela uma atitude de acolhimento ou de afirmação da “sua” verdade que julga o outro?

     

     

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