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DAR A VIDA UNS PELOS OUTROS (Jo 3, 16; I Jo 3, 16)

1. DAR A VIDA. Talvez João 3,16 seja o versículo mais conhecido das Escrituras, mas providencialmente I João 3,16 é a continuidade imediata dele, sob mesma numeração e mesmo autor humano, o que nos facilita inclusive  guardá-lo na memória.
Somente que nem sempre isto é ressaltado, porque todos gostamos de saber que Deus deu Sua vida por nós, mas nem sempre aceitamos dar nossas vidas pelos outros. Ninguém chega a isto de um dia para o outro...

Na verdade só podemos dar a vida pelos nossos amigos, e o que temos de fazer é transformar nossos inimigos em amigos, ou seja, trazer as pessoas para a nossa convivência. A Bíblia nos ensina quanto a isto, mostrando qual foi o agir de Deus neste sentido (cf. Rm 5, 6-11).

Então, podemos sim, dar a vida uns pelos outros, se nós nos tornarmos amigos uns dos outros. Isso não se faz sem o auxílio da graça de Deus, daí que é preciso primeiro amar as pessoas em oração para que o Senhor convença nossos corações a perdoar e a aceitar. Depois é preciso aproximar-se para aproximar, quero dizer, eu me aproximo com a graça de Deus, e então aproximo a pessoa de mim e do Senhor Jesus.

2. O MUNDO DOS RELACIONAMENTOS
O nosso relacionamento com Deus, a nossa aproximação dele não se dá no mundo, e sim na Palavra de Deus. É preciso um ambiente cristão saudável, que favoreça nosso relacionamento amigável em amor “ágape” (amor de irmãos em Deus).

Investir a nossa vida em outras vidas dá grande resultado.
Deus espera ver em nós pessoas corajosas e desinstaladas. No ambiente comunitário podemos iniciar amizades no SENHOR, renovando sempre nossa entrega de vida uns pelos outros.
Por esta razão, precisamos fortalecer a vida com vínculos de amizade e fraternidade cristã, estando juntos com outras pessoas.  Isto é possível quando certos valores da vida comunitária nos moldam e nos guiam. A nossa igreja insiste muito neste aspecto de comunhão e missão.

Quando falamos de células paroquiais de evangelização é mais do que um grupo de compromisso religioso, é uma real comunidade e, portanto, precisa ser guiada por valores, antes de práticas... Assim uniremos João 3, 16, a I João 3, 16.

O primeiro passo é tomar consciência de que somos um povo que pertence ao SENHOR (cf. Lv 11, 44-45). Nós somos santos e consagrados, dedicados e separados, comprados a preço de sangue e não podemos deixar de viver nesta medida alta da vida cristã, então, como homens e mulheres, crianças, jovens e adultos, pessoas em discernimento do estado de vida, nós temos que nos unir em Cristo, sendo fiéis aos princípios do Evangelho que se manifestam por meio da Visão da Comunidade, da Obediência aos que nos guiam, e por meio no amor cristão.

3 A vida urbana, corrida e frenética, com freqüência tenta nos convencer de que já temos coisas demais para fazer e não precisamos nos incomodar com os outros e muito menos agregar mais uma atividade ou “problema” em nossa vida, que é a vida dos outros, a preocupação com as coisas de Deus, com a igreja, com a fé dos que estão distantes, afastados, descrentes, desanimados, doentes e etc. Há muitas manifestações e tendências religiosas que até incentivam um verticalismo religioso (Eu e Deus) onde cada um busca em Deus a solução do seu problema e não se preocupa com a dimensão horizontal (Eu e o outro) da fé que contempla o bem dos irmãos que estão ao lado.

PARA REFLETIR:

  1. Você tem investido a sua vida em outras vidas?
  2. com tem sido a sua fé? relação vertical e horizontal ou só vertical ou só horizontal?

 

 

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