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CORPO SAUDÁVEL E MENTE SÃ: A LEI DO AMOR E OS FRUTOS DO ESPÍRITO (Gl 5,13-25)

Introdução: Dignidade e fragilidade do ser humano

O relato da criação do homem e da mulher apresenta a importância da dignidade humana. Somos na realidade imagem e semelhança de Deus. Mas o relato de que somos feitos do húmus do barro da terra demonstra a fragilidade humana. De fato, de alguma maneira, estamos diante dessa ambiguidade que nos constitui: a dignidade humana (imagem e semelhança de Deus) e a fragilidade humana (feitos do barro).

1. Comportamentos que nos afastam da saúde

Nestes tempos de Campanha da Fraternidade, temos o direito e o dever de conhecer, refletir e cobrar do poder público aquilo que a ele compete em matéria de política pública para a saúde – uma das nossas grandes fragilidades.  Contudo, jamais a União, o Estado e o município conseguirão fazer tudo, até porque ter saúde depende também de decisões pessoais. A carta aos Gálatas nos adverte que os desejos da carne são contra os desejos do Espírito. Deus nos chamou à liberdade e ela deve nos conduzir àquela que é a Sua vontade: a vida em plenitude. 

Mas o nosso estilo de vida tende para a doença: estamos cada vez mais preocupados com tudo, altamente estressados, com pouco tempo ou nenhum lazer. Acabamos por adotar algumas práticas que diminuem ou destroem a saúde.

Estamos cada vez mais obesos, porque nos alimentamos mal. Mesmo quem se alimenta muito, não ingere os nutrientes de que o organismo necessita.

Fazemos poucos exercícios físicos. O estilo cada vez mais urbano de vida nos torna sedentários. Caminhamos pouco e já não temos mais o prazer de conviver com a natureza.

Abusamos do álcool e do fumo, drogas legalizadas que viciam, que dão origem a muitos males e levam à morte. Nunca se consumiu tanta bebida alcoólica como atualmente. E o que é pior: a maioria dos jovens, e até dos adolescentes, não consegue relaxar sem antes se embriagar. Quantas festinhas de jovens você viu que não tivesse bebida? A impressão que se tem é que estamos formando uma geração de alcoólatras...

Acrescente-se a automedicação e a dependência de remédios, a primeira um risco, e a segunda desnecessária e prejudicial na maioria das vezes.

A adoção de regimes para emagrecer, de eficácia duvidosa, oferecidos pelos diversos meios de comunicação, e que, além de não alcançar o objetivo proposto, ainda provocam efeitos colaterais indesejáveis.

A rotina desregrada, com falta ou com excesso de sono, de alimento, de lazer. A vida conturbada nos desequilibra física, emocional e espiritualmente.

O consumo exagerado de produtos de que não necessitamos. As propagandas dizem que quanto mais consumirmos, de pílulas a carros, mais felizes seremos. E nós acreditamos...

O uso cada vez mais intenso de drogas ilícitas, que destroem pessoas e famílias, como o crack, o oxi e a cocaína, entre outras. Elas prometem o paraíso e entregam o inferno. O uso da droga inflige destruições muito graves à saúde e à vida humana. A produção clandestina e o tráfico de drogas são práticas escandalosas; constituem uma cooperação direta, pois incitam práticas contrárias à lei moral (CIC 2291)

A igreja nos adverte que “a virtude da temperança dispõe a evitar toda espécie de excesso, o abuso da comida, do álcool, do fumo e dos medicamentos. Aqueles que, em estado de embriaguez ou por gosto imoderado pela velocidade, colocam em perigo a segurança alheia e a própria nas estradas, tornam-se gravemente culpáveis” (CIC 2290)

Enfim, muitos de nós adotamos um comportamento que mais favorece a doença do que a saúde. É verdade que nem todas as pessoas agem assim, mas, infelizmente, elas ainda são a minoria. Deixemo-nos guiar pelas palavras de Paulo aos tessalonicenses: “Examinai tudo: abraçai o que é bom. Guardai-vos de toda espécie de mal” (1Tes 5,21).

Empenhemo-nos com sinceridade nos três exercícios que nos recomenda a quaresma: a oração, a caridade e o jejum, para que sejam efetivamente bons instrumentos de conversão e nos conduzam a uma melhor saúde física e espiritual.

PARA REFLETIR:

1-   1- Que ensinamentos podemos tirar do texto aos Gálatas que lemos hoje?
2-   2- Por que, mesmo sabendo o que faz mal, continuamos com comportamentos que levam à doença? O que nos falta para melhorar?
3-   3- Que propostas pessoais você pode fazer a partir destas reflexões, de forma a cuidar melhor do seu corpo que é templo do Espírito Santo?

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