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CONSOLAR OS AFLITOS – II Cor 1, 3-4

O que diz esta leitura?

Queridos irmãos e irmãs,

Quando Jesus anunciou aos seus apóstolos que em breve não o veriam mais, pois voltava ao Pai, eles ficaram tristes. Mas Ele lhes prometeu o Paráclito, o Consolador! Consolar é mais uma das Obras de Misericórdia Espirituais. A Igreja tem a missão de consolar, assim como fazem os autênticos santos e profetas em todos os tempos.

É conhecido por todos que lá onde há aflição de qualquer tipo, a Igreja está presente e atuante com sua criatividade evangélica. De fato, quem se ocupa dos velhinhos abandonados, dos drogados, das mães solteiras, dos órfãos, do menor de rua, dos jovens desorientados, das vítimas da violência? Essa mesma Igreja, como bom samaritano, se curva piedosa sobre a humanidade ferida no corpo e na alma e no relacionamento pessoal.

É próprio do Evangelho ver no pecador o maior aflito que, por isso, deve ser amado e consolado. Mais uma vez a mensagem de Deus que, infelizmente, algumas vezes não seguimos, nos lembra que a presença e o amor constituem não somente o melhor consolo, mas são a única maneira eficaz para anunciar a verdade de Deus.

Quais são as fontes da tristeza e do desespero? São tantas... os migrantes, os meninos de rua, os drogados, a experiência carcerária, os doentes, os noivos que não encontram uma moradia em que realizar sua vocação familiar, os pais que não conseguem sustentar dignamente seus filhos, a mãe solteira, abandonada pelo companheiro e expulsa da casa dos pais, as vítimas do racismo e de qualquer forma de discriminação, a falta de emprego, o caos do sistema de saúde e do ensino público, a violência urbana, as famílias desfeitas. Em resposta a tanta dor, quem será o consolador?

Não é a presença de palavras e belas promessas, e sim os gestos evangélicos é que são a extensão do braço de Deus. Quando uma pessoa se encontra em situação difícil, muitas vezes é abandonada no seu drama até por aquele que se declarava amigo – e é nessas circunstâncias que se reconhece o verdadeiro amigo.

É possível ter acontecido a nós mesmos de encontrar pessoas no sofrimento e virar o rosto, enquanto elas esperavam ansiosamente nossa presença. Nós nos justificamos dizendo: não tinha tempo, estava muito ocupado, não estava no meu programa de hoje. Mas a realidade é outra: somos pobres de amor!

É bom lembrar outra vez que não se ama alguém com belas palavras, e não se consola com boas promessas. O que importa no sofrimento é o relacionamento humano, direto, pessoal, simples, sincero, real. Na verdade, o mistério do sofrimento encontra raras soluções quando não tiver a luz da fé e a força que deriva da oração e da graça. A dor, vivida ao lado de pessoas de fé, se torna um consolo para todos. Impossível é consolar com palavras que não sejam expressão de fé: sem esta, o aflito não recebe consolo, aliás, só encontra razão de rebeldia e desespero.

Na força da fé, cada pranto amadurece dentro de si uma beatitude: “Bem-aventurados os que choram porque serão consolados” (Lc 6,21). O mesmo Pai de Jesus não o consola tirando-lhe a pena de morte na cruz, mas, como não desconsidera a aflição do mísero, o consola com a ressurreição.

PARA REFLETIR

1- Você tem alguma experiência a partilhar sobre ter sido consolado por alguém?

2- A reflexão de hoje provoca em você alguma visão nova com relação a consolar os que sofrem?