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“COMUNIDADE DE AMOR”  (Ef 1,2-13)  
                           

(O que diz o texto?)

Irmãos e irmãs na fé, o tempo pascal pôs diante de nossos olhos a unidade da obra do Pai, do Filho e do Espírito Santo e na próxima semana celebramos o mistério da Santíssima Trindade, o mistério cristão por excelência.

Mas mistério não significa segredo ou coisa oculta. Significa que é algo tão grande que não se esgota nosso entendimento sobre ele. Não se trata de um problema matemático, porque se fosse poderíamos achar uma “solução”. Mas falar da Trindade é falar de duas certezas da nossa fé: 1ª) Deus é um só; 2ª) o Pai, o Filho e o Espírito Santo são Deus, três pessoas distintas, mas iguais na sua essência que é eterna, infinita, onipotente (que pode tudo) e onisciente (que tem conhecimento infinito sobre tudo).

Para se falar sobre a Trindade, vamos partir da “Trindade para nós”, que é a Trindade que se manifestou concretamente na história e que trançou sua vida com a nossa. Sobre este mistério nasceu toda a história da salvação e a revelação deste mistério foi a maior novidade trazida por Jesus. A carta aos Efésios que lemos descreve assim: Deus Pai concebeu o desígnio de tornar o homem seu filho, reunindo em Cristo todas as coisas; mandou ao mundo, com este objetivo, seu Filho, que com sua paixão e morte nos redimiu e nos incorporou a si, fazendo de nós filhos adotivos do mesmo Pai e coerdeiros da sua glória; esta salvação, operada por Cristo uma vez por todas, torna-se atual na Igreja e em cada fiel mediante a infusão do Espírito Santo.

Em outras palavras, poderíamos dizer que é um mistério condescendente, onde dois conceitos estão contidos nesta palavra: aquele de “descer” e aquele de descer junto (“com”). Deus Pai, Filho e Espírito Santo descem juntos ao encontro do homem, vêm viver com ele, num gesto supremo da condescendência divina para com o homem. A Trindade trama sua vida com a vida do homem preparando-o para a comunhão eterna com Deus.

Mas esse “amor para fora” que se manifesta na Trindade que busca o homem, existe antes de tudo no seio da própria Trindade num “amor para dentro”.  Deus é comunidade em si mesmo, nessa unidade do Pai, do Filho e do Espírito Santo, no amor entre as três pessoas que transborda até nós. Deus não é um ancião solitário, porque um solitário não ama. Todos os três compartilham dos mesmos atributos e estão unidos em amor.

Desde o nosso batismo fomos inseridos nesse amor que é comunidade, pois fomos batizados em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Todos os outros sacramentos que tenhamos recebido foram conferidos em nome da Trindade também.  Hoje fala-se cada vez mais no homem como um ser individualista. Mas isso não é cristão. Não foi assim que fomos inseridos na vida da filiação divina. Se Deus é comunidade nós também devemos sê-lo. A Trindade serve de modelo para o homem novo, que deve ser pessoa de comunhão. Devemos cultivar os traços pelos quais o povo se assemelha ao Deus Trindade: bondade, fidelidade, comunhão, espírito comunitário. Deus é comunidade e nós também devemos sê-lo. No amor que nos une, realizamos a “imagem e semelhança de Deus”, a vocação de nossa criação (Gn 1,26).

PARA REFLETIR:

1- Costumamos prestar atenção na missa em todas as vezes que se fala da Trindade. Procurem lembrar juntos.

2- O amor que vivemos em casa, na comunidade, nas nossas relações, revela a mesma característica do amor-comunhão que existe na Trindade?

3- “Cristo veio cumprir a obra do Pai e nos deu seu Espírito, para que ficássemos nele”. Como esta afirmação deve afetar a nossa vida cristã?