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A COMUNHÃO – UM PROPÓSITO DAS CÉLULAS (Jo 13,34-35)

O que o texto diz para nós?

Queridos irmãos e irmãs,

Depois de termos celebrado a semana da família e revisitado os valores essenciais dos nossos relacionamentos, somos chamados a pensar a nossa dimensão vocacional originada no nosso batismo que, antes de tudo, é o rito de iniciação do cristianismo. Por ele o batizado se insere na grande família cristã, no corpo de Cristo, sendo parte dele, participando da comunhão de todos os seus membros.

Infelizmente nossa sociedade é marcada por um cruel individualismo, onde cada pessoa é dona de si e não pode expressar suas necessidades. Vivemos a época da autossuficiência (“eu não preciso de ninguém” ou “só preciso de alguns”). Tal atitude é motivada pelo desejo egoísta que o pecado deixou em nós, que nos leva a pensar que não devemos depender de ninguém, nem ter responsabilidades por outros. Este é o pecado de Caim (cf. Gn 4,9).

Nos relacionamentos existe a mentalidade do descartável, onde a pessoa não é amada, mas apenas valorizada por um tempo, enquanto tiver utilidade. É um jogo de interesses, onde não se criam vínculos reais, pois tudo é “até que…”, inclusive namoros, casamentos etc.

Só que a Igreja foi posta no mundo justamente para profetizar o contrário. Ela deve ser família (cf. Mt 23,8; Ef 2,19), onde um depende do outro, como os órgãos no corpo humano (cf. 1 Cor 12,12ss). Os primeiros cristãos praticavam esta comunhão, “vivendo em amor cristão, partindo o pão juntos e fazendo orações” (At 2,42). Era uma prática diária, natural no cotidiano deles, pois tinham claro dentro de si que foram chamados por Deus para isto e não para fazer outras coisas.

Ninguém ama o que não conhece. Isto é a mais pura verdade. Mas para ‘conhecer’ é preciso dedicar tempo e não se contentar em saber o nome da pessoa ou cumprimentá-la de vez em quando. A comunhão é intencional, deve ser desejada. Comunhão é tomar consciência que preciso mudar meu jeito de ser, sair do isolamento, abrir minha agenda e minha casa para meus amigos e irmãos de comunidade, promover atividades de interação entre nós, visitar com frequência os outros; é comer juntos, dialogar e estar próximos de verdade como família.

Koinonia é a comunhão com Deus, que resulta em comunhão com os outros (cf. 1 Jo 1,1-3). É partir o pão, ou seja, abrir a vida para estar com o outro; é dedicar um tempo semanal de convivência, partilhar os próprios bens, é socorrer nas necessidades e estar perto na hora difícil; é usar o telefone e o e-mail para edificar e também nunca esconder as próprias dificuldades e dores, pedindo ajuda quando preciso…

Esta unidade cristã não cai do céu, mas é conquistada quando a gente se reeduca com novos hábitos: não recusar uma conversa, dar atenção enquanto ouve, acolher sempre com sorriso no rosto, perguntar como o outro está e ouvir a resposta com vontade de se envolver e não apenas dizer é “assim mesmo” ou “Deus te abençoe”. A comunhão é chegar ao ponto de ter os mesmos sentimentos e propósitos, o mesmo modo de agir e ser um grupo forte, onde um confia no outro, onde um expressa com prazer para o outro que precisa dele para ser feliz, sendo de Deus.

(baseado no estudo de Cesar Machado Lima – Com. Fanuel)

PARA REFLETIR:

1- Você acha que a comunhão entre nós tem sido capaz de mostrar às pessoas que somos discípulos de Jesus?

2- A comunhão é um propósito das células. O que precisamos mudar para poder ter tempo de dar atenção às pessoas e ser uma pessoa de mais comunhão?