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CHAMOU-OS PARA QUE FICASSEM COM ELE ( Mc 3,13-19)

Caros irmãos e irmãs,

Nesta semana, o evangelista Marcos nos ajuda a entender que Jesus é aquele que convoca, habilita e treina seus seguidores. O convite de Jesus continua: “Vinde em meu seguimento”. Queremos entrar na escola de Jesus e assumir o projeto da construção do reino de Deus, na certeza de que o Espírito está presente em nosso vida e missão.

O discípulo é aquele que segue o mestre. É uma pessoa que está disposta a aprender e dar continuidade criativa ao ensinamento recebido. É ir atrás de alguém e abraçar os mesmos ideais sendo fiel até o fim.

1 – A CONVOCAÇÃO
Na narração dos versículos anteriores ao chamado, Jesus vinha cumprindo uma incansável agenda de cura e expulsão de demônios. Percebendo que já não poderia alcançá-las eficientemente sozinho, investe prioritariamente em alguns para, através deles, alcançar muitos. Esta convocação é gestada no monte ( e Lucas ainda afirma que ela só foi efetivada depois de uma noite inteira de oração).  Assumir o discipulado de Jesus implica relacionamento contínuo com ele. Em geral, o discípulo de um mestre passava um período de tempo ao lado dele até adquirir autonomia e se tornar um mestre. Quem assume o seguimento de Jesus não tem formatura: será sempre discípulo.

Diferente de outros discípulos da época que escolhiam a qual “mestre” iriam seguir, Jesus, o Mestre, é quem escolhe seus discípulos, e o faz sem se deixar influenciar por qualquer tipo de motivação humana, chamando a si homens iletrados, rudes, tempestuosos, inconstantes, preconceituosos, vulneráveis. Mas a convocação se tornou eficiente porque eram homens dispostos a aprender. Ir para perto de Jesus custou a eles um alto preço, mas lhes trouxe uma eterna recompensa – “o melhor uso que se pode dar à vida é empregá-la em algo que sobreviva a ela”.

2 - A HABILITAÇÃO

Poderíamos nos perguntar por que Jesus designou apenas doze. Por que não apresentou Seu projeto evangelístico habilitando quatro dúzias de homens? Sabiamente Ele estava estabelecendo um paradigma para sua igreja: só é possível alcançar multidões se investirmos prioritariamente num pequeno grupo de pessoas, no qual as linhas de relacionamento podem ser bem estabelecidas para alcançar maiores resultados. Com isso Jesus delineia um princípio imutável do cristianismo: a comunhão precede, efetiva e qualifica a missão. Só pode tornar Jesus conhecido eficientemente na evangelização quem antes O conheceu eficientemente na comunhão.

A pregação é uma responsabilidade pessoal que só pode ser cumprida através da pregação do Evangelho, que não significa necessariamente a comunicação pessoal feita a um grupo maior de pessoas, mas o testemunho individual de cada um, por palavras e ações.

3 – O TREINAMENTO

O treinamento era pré-requisito da missão, por isso Jesus só delegou responsabilidade missionária aos doze que já haviam aprendido com Ele. A estratégia de evangelização tem um ciclo que não pode ser mudado: chamar, treinar teórica e praticamente, enviar. Ao enviá-los “dois a dois” ensina que a evangelização eficiente nunca é resultado de um esforço solitário, mas de uma parceria concreta. Quando Jesus lhes recomenda que “não levem nada” (Mc 6:8-9) é porque não deveriam levar nada para que pudessem depender em tudo de Jesus.

Faça da evangelização uma atitude prioritária na sua vida assumindo três posturas:

1- ouça a convocação de Jesus para um relacionamento de intimidade por meio do qual você aprenderá a valorizá-LO como o bem maior da sua vida;
2- disponha-se a ser habilitado por Jesus. Na visão celular não fazemos membros de células ou de Igreja, mas discípulos de Jesus, porque Ele mesmo não formou membros de uma instituição ou alunos de um curso de teologia, mas discípulos;
3- reconheça que a tarefa evangelizadora está sendo delegada a você e não a um grupo de especialistas. Não despreze o seu chamado.
Que Deus use você, diariamente, como fiel testemunha do Senhor.

PARA REFLETIR:

1- Você é capaz de acolher no seu círculo de amizade aqueles (as) que aparentemente não têm nenhum brilho?
2- O que você tem feito para se “treinar” como discípulo de Jesus?
3- De que forma as células tem te ensinado a ser um discípulo de Jesus? Você também tem ensinado alguém?

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