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Chamados para estar com Jesus (Mc 3,13-19)

Caros irmãos e irmãs,

As estatísticas apontam o Brasil como um país cuja população se declara majoritariamente (87%) cristã. Mas sabemos que declarar-se cristão ainda está muito longe de viver uma vida dentro dos princípios do Evangelho. Cada batizado vai aprendendo ao longo da vida o que significa ser cristão, e isso não é um processo só intelectual, mas existencial. Só a experiência de conhecermos Cristo diretamente, na nossa própria vida, no nosso encontro pessoal com Ele e não através dos outros, é que vai nos transformar em cristãos de fato, testemunhas do Cristo vivo.  

Os Evangelhos retratam Jesus chamando um grupo de discípulos para estar com Ele, aprender com Ele e seguir o caminho da vivência e sinalização do reino de Deus. Os discípulos são reais e muito diferentes entre si. Uns vêm da pesca; outro é coletor de impostos; outro é um zelote, espécie de revolucionário da época, mas seus nomes são mencionados com detalhes. Isto é significativo e aponta para a realidade de que Deus tem conosco, e nós com Ele, uma relação pessoal. O profeta Isaías expressa isso de forma belíssima ao transmitir-nos estas palavras de Deus: “Não tema, pois eu o resgatei; eu o chamei pelo nome; você é meu” (Is 43,1). Ao chamar-nos pelo nome, Deus revela e usa sua própria natureza - uma natureza de amor relacional, em que cada pessoa é importante e cada situação de nossa vida recebe dele atenção particular.

Como os apóstolos, somos também nós escolhidos

Pensemos que honra, que graça, que bênção estar entre os escolhidos de Jesus, entre aqueles que Ele quis! Cada um de nós destinatário de um chamado pessoal e nominativo. Um chamado forte, decidido, confiante, para integrar o círculo dos discípulos. Cada um com suas lutas e expectativas, que são restauradas e transformadas a partir do encontro com Jesus e da permanência ao lado dele.

Chamados a seguir Jesus, convidados e desafiados a estar e andar com ele até o fim dos nossos dias. O discipulado é um longo caminho de amor e serviço, que exige uma resposta convicta, pois aderir a Jesus é uma opção de vida de quem sabe que segue aquele que “não tem onde repousar a sua cabeça” (Mt 8,20). Jesus pensa o discipulado como uma escolha coerente, total e radical, feita para toda a vida, e que se torna a opção fundamental do discípulo. É preciso intimidade para aderir com coragem! Não é uma proposta adocicada. É cruz, mas é também ressurreição!

Na realidade ativista em que vivemos parece-nos que seguir Jesus significa de pronto envolver-se na pregação da Palavra, onde o importante é manter-se ativo e ocupar-se com o anúncio do evangelho até os confins da terra. Mas, sem um significativo encontro pessoal com Jesus, toda nossa pregação cai na superficialidade e não frutifica, porque a primeira onda agitada do mar nos acovarda e afasta da missão... Numa relação de intimidade e significado, numa relação de profunda comunhão, sabemos sempre que podemos nEle confiar e nada nos tira do seu caminho!

Jesus, antes da escolha dos seus, passou a noite em comunhão com o Pai e o Espírito, no desejo de deixar que esta intimidade nutrisse e norteasse a sua convivência com o grupo dos discípulos. Não importa quantos anos de discipulado tenhamos, é preciso lembrar que Jesus nos chama em primeiro lugar a aprender o significado de estar com Ele. Estar, sem agenda e sem atividades. Estar para descansar, estar para ser consolado, para ser reorientado, estar para entender a missão e desejar abraçá-la.  Estar para estar.

PARA REFLETIR:

1- Podemos dizer a Jesus que estamos com Ele, como os doze, agora e para sempre?

2- Quais as resistências que você tem para deixar tudo e seguir Jesus?

3- Quais práticas de fé estão te ajudando a conhecer Jesus e a estar mais próximo dele?

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