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Chamados de cristãos - At 11,19-26
(O que o texto diz?)

Queridos irmãos e irmãs,
A leitura de hoje dos Atos dos Apóstolos vem na sequência do chamado Pentecostes pagão, quando Pedro relata à Igreja de Jerusalém como se deu o derramamento do Espírito Santo sobre a família de Cornélio, centurião pagão, que havia recebido o anúncio de Pedro, e que foi por ele batizado junto de toda sua família. 

Então, o relato conta da dispersão dos cristãos por causa da perseguição decorrente do martírio de Estevão e fala que os que se dispersaram só anunciavam a Palavra aos judeus. Mas narra ainda que alguns que chegaram à Antioquia começaram a anunciar a Boa Nova também aos gregos, suscitando neles a conversão. Para lá é enviado um homem cheio do Espírito Santo, Barnabé, que depois vai buscar Saulo em Tarso e juntos passam a pregar a palavra instruindo a multidão, gerando muitos adeptos do Senhor Jesus Cristo.

Prestemos atenção ao final do texto que atesta que lá, em Antioquia, pela primeira vez, os discípulos foram chamados cristãos.

Certamente nós conhecemos pessoas de quem não sabemos o nome, mas sabemos o time para o qual torcem e quando as encontramos falamos: “Fala, corintiano!” “E aí, palmeirense, como está?” e por aí afora. Outros chamamos por características físicas: “Bom dia, alemão”, “Boa noite, careca”. Mas estas características, ainda que sejam usadas para identificar e nominar alguém, não os definem, são apelidos, parte da sua verdade, mas não sua essência por inteiro.

Chamar alguém de cristão tem uma implicação muito maior. Com o nome de cristão se carrega a força de ser um outro Cristo. Não se é cristão por se vestir uma camisa, por se usar um símbolo no peito, por ter esta ou aquela raça ou língua. Não se é cristão porque se admira um ídolo, porque se carrega um livro nas mãos, porque se frequenta um culto.

A primeira característica de um cristão é a vivência do amor, da intimidade com Deus na oração, a abertura interior reconhecendo no outro sua dignidade, que também o diferente tem que caber no mesmo espaço, que tem direito à mesma família, que é filho do mesmo Pai. Em Antioquia, de cristãos foram chamados os que foram capazes de incluir os que estavam fora, de evangelizar os que pensavam diferente, de anunciar a quem tinha uma experiência de fé diversa.

Quem dera hoje pudéssemos sair, cada um e todos nós, sem nossas bíblias na mão, sem nossas cruzes no peito e ir a outros lugares que não a Igreja e ali fôssemos reconhecidos: “olha, ali vai um cristão”. “Que beleza, aquela ali é uma verdadeira cristã”.

Viver com o Espírito do Ressuscitado, aquele mesmo que conduziu a vida de Jesus, deve progressivamente nos levar a ser um novo Cristo – cristão. Para muito além de repetir suas palavras, o fundamental é fazer o que ele fez, ter vida de oração, caminhar junto, doar-se, abrir-se sem medo do diferente, porque ele também é lugar de anúncio da da fé. Curar feridas, curar relações, curar da falta de sentido, curar da descrença, curar a esperança desenganada. Que alegria haverá no louvor daqueles que reencontrarem o sentido da vida! Que belo testemunho será!!

PARA REFLETIR

1- Para que tipo de pessoa você imagina que falaria: “Ali vai um bom cristão(ã)?” Que características esperaria dele(a)?

2- O que te define? Como você pensa que as pessoas se refiram a você? Com suas características exteriores ou gradativamente já pode admitir que te reconheçam como cristão?