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CHAMADOS A PROFETIZAR (AMÓS 2, 6-16)

Queridos irmãos e irmãs,

Continuamos em sintonia com a Campanha da Fraternidade, sobretudo nesta semana em que realizamos na Paróquia a Semana Social trazendo temas de profundo interesse e atualidade em nossa vida e na vida da Casa Comum que habitamos. (veja a programação)

Aprendemos das Sagradas Escrituras que o profeta é uma pessoa que tem uma experiência de Deus e uma relação profunda com Ele, que transforma a cada dia a sua vida. O profeta é chamado por Deus para mostrar o caminho certo ao seu povo, denunciando os pecados e mostrando os erros. Todos somos chamados a ser profetas, a termos esta experiência com Deus e ajudarmos uns aos outros a arrependermo-nos de nossos pecados e retornar de coração sincero para o Senhor.

No tempo do profeta Amós, Deus chama a atenção do seu povo, porque se tornou rebelde e de coração duro, preferindo praticar a injustiça do que voltar-se de todo coração para Ele. Muitas vezes o povo quis até calar a voz dos profetas dizendo: “Não profetizeis”, porque não queriam arrepender-se de seus pecados.

Muitos em Israel naquele tempo subornavam as pessoas, procuravam ajuntar tesouros e riquezas para si. Os príncipes da terra viviam em palácios cheios de luxo e praticavam a violência. Alguns tinham até duas casas uma para as férias de verão e outra para o inverno, enquanto os pobres não tinham nada. (cf Am 3,10-15). Qualquer semelhança com a nossa realidade não é mera coincidência... Corações duros e não convertidos continuam existindo, razão da importância dos profetas de hoje...

Amós era um trabalhador do campo suscitado por Deus para denunciar as maldades do povo e cobrar que fosse feita a justiça: “Procurai o bem e não o mal para poderdes viver e para que assim, como dizeis, o Senhor dos exércitos esteja convosco. Odiai o mal, amai o bem, fazei vencer no tribunal o que é justo. Quem sabe assim, o Senhor dos exércitos terá misericórdia do resto de José” (Am 5,14-15).

Deus avisou ao povo que, se a justiça não fosse feita, os seus próprios pecados trariam duras consequências, como a escravidão, à qual os povos estrangeiros iriam submetê-lo. Deus chega a dizer pela boca do profeta que não adianta nada a adoração que Israel faz, porque faz com o coração cheio de maldade e más intenções (Am 5,21; 7,14).

Talvez semelhante palavra Deus teria com alguns de nós diante dos nossos jejuns quaresmais. Jejuns de chocolates, refrigerantes, sobremesas, tem pouco a agradar a Deus se não vierem acompanhados de práticas de justiça e misericórdia.
Nos evangelhos, Jesus também nos ensina que não adianta nada chamar a Deus de “Senhor, Senhor”, sem buscar de coração sincero a Deus (cf. Mt 7,21), que não adianta nada fazer “longas orações”, se o coração está cheio de maldade e violência (cf. Mt 6,5-7); que não adianta nada pedir perdão a Deus se não se perdoa os que nos ofenderam (cf. Mt 6,12). Irmãos e irmãs, Deus nos chama à conversão sincera, à mudança de vida, de pensamento e de atitude.

Tenhamos ouvidos atentos e coração aberto para que as Palavras de Jesus nos levem ao arrependimento pelos males que causamos conta a natureza e contra a própria pessoa humana. Peçamos ao Senhor que ajude a nos convertermos e detestarmos o mal procurando fazer o bem e promover o respeito à obra da Criação!      (baseado no subsídio da Campanha da Fraternidade 2016)

PARA REFLETIR:

1-Ouvimos sobre a missão dos profetas. Como reagimos diante da poluição, do desmatamento e das agressões à natureza?

2-O que podemos fazer em nosso bairro e em nossa cidade para contribuirmos com a preservação da criação?