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Celebrar a esperança  (Sb 3,1-6.9)         
(O que nos diz o texto?)

Queridos irmãos e irmãs,

Neste próximo final de semana celebraremos o ‘dia de todos os fiéis finados’ e o ‘dia de todos os santos’. “Finados” nos aguça a recordação daqueles que amamos e já partiram dessa vida, relembra-nos o sofrimento da sua perda, mas também nos abre para o agradecimento por esta vida querida que tivemos ao nosso lado e que deixou traços do amor de Deus em nós.

“Todos os santos” leva-nos a pensar nosso caminho e nosso destino, a Jerusalém celeste, a “cidade de Deus” que todos almejamos habitar. Recordamos não só aqueles que foram proclamados Santos ao longo da história, mas também muitos irmãos nossos que viveram a sua vida cristã na plenitude da fé e do amor através de uma existência simples e reservada. Entre eles, certamente, há muitos dos nossos parentes, amigos e conhecidos.

Nas costumeiras visitas aos cemitérios e nas missas que participamos, rezamos por aqueles que nos precederam nesta vida e estão com o Senhor, enquanto  pensamos também no nosso futuro. Os primeiros cristãos falam da esperança e a pintavam como uma âncora, como se a vida fosse a âncora naquela margem, onde todos nós andamos segurando a corda. É uma belíssima imagem, essa esperança. O coração ancorado lá, onde estão os nossos antepassados, os santos, onde se encontra Jesus, onde está Deus. Esta é a esperança, esta é a esperança que não cria desilusão.

Estes dois dias são dias de esperança. A esperança é como o fermento que faz ampliar a alma. É claro que existem momentos difíceis na vida, mas com a esperança, a alma vai avante. Os nossos irmãos e irmãs estão na presença de Deus. Também nós estaremos ali por graça do Senhor, se nós caminharmos na estrada de Jesus.

Celebramos a santidade, aquela que, às vezes, não se manifesta em grandes obras nem em sucessos extraordinários, mas que sabe viver, fiel e diariamente, as exigências do Batismo. Uma santidade feita de amor a Deus e aos irmãos. Amor fiel até ao esquecimento de si mesmo e à entrega total aos outros, como a vida daquelas mães e pais que se sacrificam pelas suas famílias sabendo renunciar de boa vontade, embora não seja fácil, a tantas coisas, tantos projetos ou programas pessoais.

A chamada à santidade é para todos e temos que recebê-la do Senhor com espírito de fé. Os Santos encorajam-nos com a sua vida e intercessão diante de Deus, e nós precisamos uns dos outros para nos tornar santos. “O Senhor, na história da salvação, salvou um povo. Não há identidade plena, sem pertença a um povo. Por isso ninguém se salva sozinho, como indivíduo isolado, mas Deus atrai-nos tendo em conta a complexa rede de relações interpessoais que se estabelecem na comunidade humana” (GE, n.6).

Todos caminhamos, cedo ou tarde, para o pôr do sol da nossa vida. Todos nós teremos esse pôr do sol, mas eu olho para ele com esperança? Olho com aquela alegria de ser recebido pelo Senhor? Importante é que cada fiel entenda seu próprio caminho e traga à luz o melhor de si mesmo, tudo quanto Deus colocou nele de muito especial, já que há inúmeras formas existenciais de manifestar esse testemunho.  Esse é o olhar cristão, isso nos dá paz. Isto nos dá alegria, uma alegria serena, tranquila, alegria da paz.

PARA REFLETIR:

1- Como você se sente diante dessas duas celebrações, de Finados e de Todos os Santos?

2- Que esforços cotidianos você faz para preparar um caminho crescente de santidade, já que todos somos chamados por Deus a sermos santos?