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CAMPOS DA FÉ (Mt 13,18-23)

Caros irmãos e irmãs,

Nestas semanas, ainda embalados pela bênção que foi para a nossa Igreja a visita do Papa Francisco ao nosso país, vamos lançar o nosso olhar sobre algumas das suas palavras buscando nelas o entusiasmo que não deve ser só da juventude, mas de todo aquele que segue o Cristo e toma a sua cruz.

A Palavra nos diz que “Tudo concorre para o bem daqueles que amam o Senhor” (cf. Rm 8,28) e o Papa mostrou-nos esta verdade refletindo sobre os acontecimentos imprevistos daqueles dias: o  Campo da Fé (Campus Fidei), onde deveria ter acontecido a Vigília da JMJ,  deveria ser visto como algo além de um lugar geográfico, mas nós mesmos. Cada um de nós, discípulos missionários, devemos reconhecer que somos Campos da Fé de Deus. Por isso, a partir do Campo da Fé, pensemos em três imagens que podem nos ajudar a entender melhor o que significa ser um discípulo missionário:

1. O campo como lugar onde se semeia. Todos já refletimos muitas vezes sobre esta  parábola de Jesus sobre o semeador. (Mt 13,1-9). E a explicação dela vem do próprio Jesus: a semente é a Palavra de Deus que é lançada nos nossos corações (Mt 13,18-23). Isso significa que o verdadeiro Campus Fidei é o coração de cada um de nós, é a nossa vida. E é na vida que Jesus pede para entrar com a sua Palavra, com a sua presença. Deixemos que Cristo e a sua Palavra entrem na nossa vida, e nela possam germinar e crescer!

Às vezes, escutamos o Senhor, mas não mudamos nada na vida, pois nos deixamos aturdir por tantos apelos superficiais que escutamos...; ou como nestes dias, acolhemos Jesus com entusiasmo, mas somos inconstantes e, diante das dificuldades, não temos a coragem de ir contra a corrente; ou deixamos que as coisas, as paixões negativas sufoquem em nós as palavras do Senhor... Após todo o entusiasmo e a vibração que a Jornada trouxe a cada um de nós, é preciso que não deixemos essa chama perder-se, apagada pelo cotidiano da nossa vida, das escolhas da modas e pelas conveniências do momento. É preciso apostar em escolhas definitivas que dêem pleno sentido para a vida. Só Jesus é capaz de nos oferecer isto.

2. O campo como lugar de treinamento. Jesus nos pede que o sigamos por toda a vida, pede que sejamos seus discípulos, que “joguemos no seu time”. Um jogador quando é convocado para jogar em um time deve treinar, e muito! Também é assim na nossa vida de discípulos do Senhor. Jesus nos oferece a possibilidade de uma vida fecunda e feliz e nos oferece também um futuro com Ele que não terá fim: a vida eterna. Jesus, porém, nos pede que treinemos para estar “em forma”, para enfrentar, sem medo, todas as situações da vida, testemunhando a nossa fé. Como? Através do diálogo com Ele: a oração, que é diálogo diário com Deus que sempre nos escuta. Através dos sacramentos, que fazem crescer em nós a sua presença e nos conformam com Cristo; através do amor fraterno, do saber escutar, do compreender, do perdoar, do acolher, do ajudar os demais, qualquer pessoa sem excluir nem marginalizar ninguém.

3. O campo como canteiro de obras. Quando o nosso coração é uma terra boa que acolhe a Palavra de Deus, quando se “sua a camisa” procurando viver como cristãos, nós experimentamos algo maravilhoso: nunca estamos sozinhos, fazemos parte de uma família de irmãos que percorrem o mesmo caminho; somos parte da Igreja, mais ainda, tornamo-nos construtores da Igreja e protagonistas da história. Jesus nos pede que a sua Igreja viva seja tão grande que possa acolher toda a humanidade, que seja casa para todos: “Ide e fazei discípulos entre todas as nações”! Digamos juntos: Eu quero ir e ser construtor da Igreja de Cristo!

PARA REFLETIR:

1-Como “campo da fé” a sua atuação na Igreja a faz mais parecida com o rosto de Cristo?
2- Em que dimensão seu “treinamento” precisa melhorar: na oração, no sacramento ou no serviço?
3- A sua participação na célula o tem levado a servir na igreja ou está só recebendo dela o seu alimento?

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