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CAMINHO DE VOLTA PARA DEUS  (Lc 16, 1-10)         
                                    
(O que o texto nos diz?)

Queridos irmãos e irmãs, temos traçado neste tempo quaresmal um itinerário de reflexão: nossa relação com a natureza, a relação com os irmãos e a relação com Deus. Trata-se, portanto, agora, de pensar esse nosso caminho de volta a Deus,
Conversão é consequência da fé. A fé é um dom de Deus, mas deve caminhar junto com o acolhimento humano. Conversão é decisão para a vida toda. Conversão quer dizer: mudança de coração. Não é somente uma vida de fidelidade aos preceitos e mandamentos do Senhor.

É maior do que o cumprimento da lei. Trata-se de convertermos de servos de Deus em amigos seus;  de passarmos de justos a filhos; de uma postura de não fazer o mal a ninguém a uma condição de deixar Deus fazer o que Ele quer em nossa vida. Não é suficiente dizer que queremos conquistar a vida nova trazida por Jesus. É necessário renunciar às coisas que nos levam ao pecado. É a mudança do nosso referencial de vida, tendo por base a pessoa de Jesus Cristo. Crer no evangelho vai muito além de acreditar em Jesus, mas é tomar para si o Seu projeto de vida. Crer na sua glória, mas saber aceitar a sua cruz. Poderíamos de uma forma simplificada falar sobre os passos para a conversão:

1-RENUNCIAR
A verdadeira e total dependência de Deus nos obriga a renunciar a tudo aquilo que nos prende ao pecado, decidindo-nos formalmente a nunca mais voltar a ele. Temos percebido as nossas omissões e indiferenças diante do irmão no qual deveríamos ver Jesus... Temos que renunciar a esta indiferença, a esta falta de socorro, ao julgamento, à falta de perdão.  Também com relação a tantos “substitutos de Deus”, aos quais podemos nos apegar, sobretudo quando queremos de Deus respostas que tardam a ser dadas como queremos. Exemplo disso são superstições, práticas espíritas, adivinhações, amuletos, esoterismo e tanta coisa a que cultuamos como falsos deuses. Também outros apegos e excessos que cometemos devem ser renunciados... o consumismo, o acúmulo, o individualismo, a falta de oração, o distanciamento da Palavra, a infidelidade, as pequenas corrupções cotidianas, tanta coisa que cada um de nós já sabe.

2- ARREPENDER-SE
O arrependimento é uma atitude de não pecar mais, ou seja, um propósito de não voltar a cometer o mesmo ato, que leva ao distanciamento de Deus. É a dor e a tristeza de se ter caminhado por caminhos diferentes daqueles que nos conduzem ao Pai.

3- BUSCAR A RECONCILIAÇÃO
Reconciliação não é outra coisa, senão buscar a misericórdia do Pai. É reconhecer nosso pecado perante Deus. É recorrer ao sacerdote para receber a expressão de confirmação do perdão de Deus pela absolvição no sacramento de reconciliação ou de penitência, para que, banhados pelo perdão nos proponhamos a viver na graça de Deus.

Jesus não nos força a nenhuma obrigação. Ele quer apenas que lhe abramos a porta. Ele está chamando e só entrará se nós abrirmos voluntariamente essa porta. Tiremos do coração as coisas que ocupam o lugar sagrado que pertence a Deus. Um coração esvaziado, purificado pela confissão será um grande receptáculo da graça de Deus.

No dia 31 de março, 6ª feira, teremos a oportunidade de buscar a reconciliação com Deus no mutirão para as confissões. Coloquemo-nos em oração, reflitamos no amor do Pai e desejemos ser abraçados em sua misericórdia. “Em nome de Cristo vos pedimos: reconciliai-vos com Deus”. (2Cor 5, 20)

PARA REFLETIR:

Como você percebe a misericórdia de Deus vindo ao nosso encontro?

A partir da reflexão sobre o seu processo pessoal de conversão, a que atitudes o estudo de hoje te encaminha?