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UM CAMINHO DE CONVERSÃO (Joel 2,12-18)

Iniciamos nesta semana o nosso caminho com Jesus rumo à Páscoa da ressurreição.

As cinzas recebidas na Quarta-Feira são para nós símbolo de penitência, de humildade e de reconhecimento de nossa natureza mortal que devem marcar este período.

Conversão, mudança de vida, caridade, perdão, reconciliação com os irmãos, jejum, penitência e oração são os temas mais fortes deste tempo.

Celebrar a quaresma não é observar ritos externos, mas estar em coerência com o Espírito e o desejo interior de renovação da nossa fé e da nossa vida cristã. A função da Igreja é chamar à conversão, detectar sinais de morte e pecado no mundo, refletir sobre as conseqüências sociais do pecado e orar pelos pecadores.

A Igreja nos propõe alguns exercícios específicos que auxiliam no processo de conversão e renovação interior: o jejum, a esmola e a oração:

1. Somos convocados à penitência e às obras de caridade. Este é o momento de mudança de vida, reconciliar-nos com Deus e nossos irmãos, nos entregarmos por inteiro ao Senhor. De implorarmos o perdão, a misericórdia, na certeza de que é grande o nosso pecado, porém é maior o coração de Deus. A esmola (partilha), no sentido em que é empregada pela Igreja, traduz a mais pura expressão da caridade, distinguindo-se da filantropia que busca o reconhecimento e o destaque. Essa prática, além de nos libertar do apego aos bens materiais, representa um meio legítimo de socorrer os necessitados. Não podemos nos esquecer que, de acordo com o ensinamento bíblico, somos apenas administradores dos bens que possuímos, devendo prestar contas ao Senhor de tudo que colocou em nossas mãos para ser partilhado.

2. Somos convocados ao jejum, não apenas como uma prática externa de privação do alimento, mas o jejum que nos leva a renunciar a tudo o que nos tem afastado de Deus e do seu projeto para nós. O jejum e a abstinência de carne não podem reduzir-se a mera redução ou abstenção de alimento, mas devem acenar para uma vida sóbria, diante de tantas comodidades e prazeres que o mundo moderno e consumista nos apresenta. Exercitar a renúncia auxilia no estabelecimento da vontade firme e domínio interior, determinantes na superação de quaisquer dependências.

O jejum da língua em que as pessoas se comprometem a não fazer intrigas ou maldizer alguém; O jejum de pensamentos, no esforço para ter pensamentos bons e agradáveis mesmo em relação aos desafetos. Tais métodos fortalecem a nossa liberdade em praticar o bem.

3. Somos chamados a priorizar a oração: A criatura, sem o Criador, perde o sentido! A morte de Deus na consciência conduz à morte do homem. É necessário darmos novo impulso à nossa vida de oração, e junto dela, nos alimentarmos da Palavra de Deus. O Papa Bento XVI nos disse que devemos ter uma tarefa prioritária neste milênio: “Alimentar-se da Palavra de Deus, para tornar eficaz o compromisso da nova evangelização”. Como nos afirma São Jerônimo “quem não conhece as escrituras, não conhece a potência de Deus, nem sua sabedoria”. Se quisermos nos fortalecer, aprofundar nossos alicerces, ser potencializados na evangelização com poder, com sabedoria, temos que nos esforçar na oração e conhecer a Palavra de Deus!

A conversão não é fruto de nossa capacidade, de autocrítica e exame de consciência, mas é dom de Deus; não é resultado apenas do esforço da vontade humana para conquistar a santidade, mas é uma resposta com a qual o cristão, sustentado pelo auxílio da graça, mantém e aperfeiçoa com a vida, a santidade recebida pelo Batismo.

Queridos irmãos e irmãs em comunidade!
Deus nos dá este tempo para que voltemos a Ele de todo coração. Comece em sua casa, com sua esposa, seu esposo, seus filhos, seus pais, seu “oikós”. Deus está esperando a oportunidade de tê-los de volta o quanto antes.

Estabeleça propósitos fortes para a sua vida. Não pode um membro da igreja acomodar-se num estilo de vida mais ou menos. Jesus não viveu mais ou menos. Ele entregou-se por nós e por inteiro e passou pelo mundo fazendo o bem (At 10,38). E o bem que fazemos é a nossa melhor palavra.

PARA REFLETIR:
1- Em qual dos exercícios – penitência/caridade, jejum, oração – você sente que mais precisa se esforçar para crescer nesta quaresma?
2- Quais as práticas exteriores que precisam ser transformadas em renovação interior?
3 – O que significa para a nossa célula  “voltar para o Senhor de todo coração” ?

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