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A Reconciliação (Lc 15,1-3.11-32)

A Quaresma é o tempo favorável de voltar para o Senhor. É tempo da reconciliação.
Creio que seja muito oportuno retomar o Evangelho deste domingo como indicação de um caminho de reconciliação com o Pai e com os irmãos.

1. Antes da parábola Lucas destaca que há um grupo de publicanos e pecadores que se aproxima de Jesus para escutá-lo e o grupo dos fariseus e mestres da Lei que criticam Jesus pela acolhida que oferece aos pecadores em geral.

2. O PAI se reconciliou com o filho e convidou os filhos se reconciliarem entre eles.

A Parábola do PAI MISERICORDIOSO (ou do Filho Pródigo)  narra 2 cenas: o Filho mais novo e o Filho mais velho, unidas pela ação do PAI, que é o centro do relato:

+ O Filho mais novo, numa atitude de orgulho e de desprezo afastou-se do Pai, da família e da comunidade, renunciou à sua posição de filho e foi "para longe"...
- Sonhou sua felicidade com uma vida de independência e de liberdade, e voltou espoliado, esfarrapado, faminto e sem dignidade.
- "Longe" da casa do Pai, não encontrou a felicidade desejada. A fome fez ter saudades da casa do Pai e a lembrança da bondade do Pai o animou a voltar.
+ O Filho mais velho é um "bom filho", sóbrio, obediente e trabalhador, mas não é um bom irmão. Não aceita a volta do irmão,
nem mesmo o amor do Pai, que o acolheu.
+ O Pai é o personagem central:
Sai ao encontro dos DOIS FILHOS:
   - CORRE "movido de compaixão" ao encontro do Filho mais novo, abraça-o, beija-o. Manda buscar roupa, calçado, o anel, para que o filho seja restituído em sua dignidade de filho.
E faz uma FESTA para celebrar na alegria a sua volta...
   - VAI também ao encontro do Filho mais velho. Suplica-lhe que entre, convida-o para a festa, para a alegria...

3.  Podemos abandonar a nossa dignidade de filhos. Deus não abandona a sua missão de Pai. Deus sai à procura dos perdidos e festeja porque são resgatados...
   A ação do Pai reflete a atitude de Jesus e deve ser também a nossa.
  Quantos filhos pródigos continuam ainda hoje perdidos, longe da casa do Pai...  porque não há quem acredite neles e vá ao seu encontro, ajudando-os a descobrirem os valores da vida e da fé...
  * Talvez sejamos um pouco dos dois: Todos temos um pouco do pecado do mais novo e da intransigência do mais velho.

4. Um convite a imitar o Pai:
   - que respeita a liberdade e as decisões dos seus filhos...
   - que continua a amar e a esperar o regresso dos filhos rebeldes.    
   - que os acolhe com amor e os reintegra na sua família e festeja com alegria a sua volta.

PARA REFLETIR

1. Vamos meditar o que sentimos no coração ao escutarmos esta Palavra.
2.Quem é esse jovem, que num desejo de liberdade e felicidade, vai longe do pai, da família, da comunidade e de Deus... e quando sente o vazio em que se encontra, começa a sentir saudades da casa do pai?
3. Quem é esse irmão mais velho, "bom praticante", mas mau irmão, que não se alegra com o retorno do irmão arrependido, e até tenta impedir a volta de quem se desgarrou na vida?
4. Como tratamos os irmãos que erram e que desejam voltar à comunidade, à família, ao convívio com os irmãos?
5. Onde me encontro nesta cena?
6. Que compromisso concreto posso assumir na minha vida a partir deste evangelho?

15/03/2010

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