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A PORTA DA FÉ (1 Tm 6,11-16)

Irmãos e irmãs em Cristo!
Neste mês de outubro com a carta apostólica  “A Porta da fé” o Papa propõe para os fiéis de toda igreja o Ano da Fé. A expressão “Porta da fé” nos remete à ideia de que há um acesso à nossa frente, de que podemos entrar ou ficar de fora. Remete-nos também à novidade, à surpresa e a algo que vamos encontrar do outro lado, lá dentro. De fato olhar a própria vida e a realidade do mundo com os olhos da fé pode fazer toda a diferença.

1.O OLHAR DE AGOSTINHO E PAULO

Santo Agostinho atesta que os fiéis “fortificam-se acreditando”. Ele tinha boas razões para falar assim. Como sabemos, a sua vida foi uma busca contínua da fé enquanto o seu coração não encontrou descanso em Deus. Santo Agostinho procurou por muito tempo a porta da fé, até encontrá-la.

Os cristãos das primeiras décadas tiveram o privilégio de conviver com Paulo, um homem que encontrou a porta da fé no caminho de Damasco. Já no fim da sua vida Paulo pede ao discípulo Timóteo que procure a fé (cf.2 Tm 2,22) com a mesma constância de quando era novo (2Tm3,15). Sintamos esse convite dirigido a cada um de nós, para que ninguém se torne indolente na fé. Esta é companheira de vida, que permite perceber, com um olhar sempre novo, as maravilhas que Deus realiza por nós. A fé obriga a cada um de nós a tornar-se sinal vivo do Senhor Ressuscitado no mundo. Aquilo que “pega” no mundo de hoje em sentido positivo é o testemunho credível, de quantos que, iluminados na mente e no coração pela Palavra do Senhor, são capazes de despertar em muitos outros o desejo de Deus e da vida verdadeira, aquela que não tem fim.

O caminho da vida precisa ser percorrido com atenção. Há muitas portas à nossa frente. Às vezes não percebemos a porta certa, passamos direto e perdemos a oportunidade de encontrar o Senhor. Jesus também não perdia nenhuma oportunidade de entrar pela porta das casas para abrir às pessoas a porta da Fé, a porta da conversão e da vida em abundância.

2. O MUNDO SECULARIZADO E O OLHAR DE TIAGO

Hoje a presença dos cristãos no mundo precisa ser redescoberta pela porta da fé. Há um ateísmo prático que se espalha e se mistura com o sincretismo que produz uma religião-salada-de-fruta. Prevalece uma organização mundial que menospreza os valores do evangelho e em nome do “deus-mercado-consumo” tudo é permitido.

Diante disso, precisamos combater o bom combate, completar a corrida e guardar a fé. Pela fé Paulo pôde afirmar “quando sou fraco é então que me sinto forte” (2 Cor 12,10). O poder, a riqueza, a beleza, as posses e tudo o que o mundo oferece não podem tornar-se a finalidade pela qual vivemos. Essas todas são realidades-meios, e não fins.

Tiago na sua carta é muito claro: A fé sem obras é como separar o espírito do corpo, sobra só o cadáver, porque a fé sem obras é morta (Tg 2,17).

Falar de Deus, falar da fé, demonstrar conhecimento bíblico-intelectual, abrir igrejas, escrever livros, lançar músicas, inventar estratégias para envolver pessoas não é garantia de que tenhamos entrado pela porta da fé. É preciso viver da fé, ou seja transformá-la em estilo de vida, em organização do bem comum, em amor-caridade para com o próximo.

Só acreditando é que a fé cresce e se revigora; não há outra possibilidade de adquirir certeza sobre a própria vida, senão abandonar-se progressivamente nas mãos de um amor que se experimenta cada vez maior porque tem a sua origem em Deus.

Irmãos e irmãs reunidos em células de evangelização! Oxalá os encontros que fazemos nas casas sejam “portas da fé” para os fiéis da nossa cidade, sejam caminhos de Damasco (conversão), sejam lugares de partilha e crescimento humano e espiritual.

Que o sentido benéfico e terapêutico da fé nos mantenha um povo de pé, a caminho.
Para refletir:

  1. O  você tem feito para crescer na fé?
  2. A célula tem sido para você uma “porta da fé”?
  3. Que testemunho você tem para partilhar com os irmãos a respeito da sua fé?

“A misericórdia que é gentil, sempre vence o julgamento que é severo”.

 

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