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A Paz - Fruto do Espírito

     “Pois o Reino de Deus não é uma questão de comida ou de bebida, mas de viver corretamente, em paz e com a alegria que o Espírito Santo dá” (Rm 14, 17).
           
     O Reino de Deus é a espinha dorsal de todo o ensino de Cristo e dos apóstolos (cf. Mc 1, 15). Mas vamos ver no que de fato ele consiste. O Catecismo ensina:
     “O Reino de Deus existe antes de nós. Aproximou-se no Verbo encarnado, é anunciado ao longo de todo o Evangelho, veio na Ressurreição de Cristo. O Reino de Deus vem desde a santa Ceia e na Eucaristia, ele está no meio de nós. O Reino virá na glória quando Cristo o restituirá ao seu Pai” (n. 2816).
           
O reinado de Cristo

     A noção de Reino dos judeus era controle divino sobre a natureza, cuidado de Israel e domínio sobre as outras nações. É uma visão politizada que encontramos em todo o AT.
     No NT, porém, muda-se o foco. Quando João Batista começa a pregar, já antecipa: “Arrependam-se dos seus pecados porque o Reino do Céu está perto!” (Mt 3, 2). Logo vem Jesus e continua a pregação de seu primo (cf. Mc 1, 14) e acrescenta: “Na verdade é pelo poder de Deus que eu expulso demônios, e isso prova que o Reino de Deus chegou até vós” (Lc 11, 20).
     É uma visão espiritual do Reino esta do NT, fala de arrependimento dos pecados, mudança de vida, libertação do jugo maligno. Mais adiante Paulo trabalha o tema “Reino de Deus” e deixa claro primeiramente o que ele não é. Ler Romanos 14, 17:

1. Não é passageiro: quando ele fala de comida ou bebida quer sinalizar coisas corruptíveis, perecíveis, passageiras.
     Certamente estas coisas satisfazem as necessidades da carne, mas o Reino vai além de suprir as necessidades temporais, ele tem algo mais e é eterno.

2. Deve ocupar o primeiro lugar: Jesus disse isto: “...Ponham em primeiro lugar na sua vida o Reino de Deus e aquilo que Deus quer, e ele lhes dará todas estas coisas” (Mt 6, 33). ‘Estas coisas’ são dinheiro, comida, bebida, roupas, casa, etc. (cf. Mt 6, 24ss).    
           
3. O Reino é feito de bens que não se acabam: Paulo falou em justiça, paz e alegria no Espírito Santo. Quantos desfrutam do melhor em questão de comida, bebida, roupa, etc. e não gozam de paz interior? Só que esta paz alegre não é mesmo para qualquer um.
     Isaías diz o seguinte: “A justiça trará paz e tranqüilidade, trará segurança que durará para sempre” (32, 17). A paz é sinal do Reino em nós, é o seu fruto.
           
     Em Cristo o Reino já está dentro de nós (cf. Lc 17, 21), embora ainda oremos pedindo que ele venha em definitivo novamente sobre a terra, quando todas as coisas irão se submeter ao Senhor (cf. Mt 6, 10). Não vamos entender o Reino então como se fosse um regime, uma forma de governo autoritário de Deus sobre nós, mas uma condição nova de vida que vai se manifestando aos poucos no interior de cada discípulo, a ponto de começar a transbordar em testemunho de vida a outros.
     O Reino em nós se deve ao Espírito Santo. Ele nos dá o poder de viver no Reino e o poder do Reino que é viver em paz e alegria. Paulo retratou muito bem isto, dizendo: “O Reino de Deus não é coisa de palavras, mas de poder” (I Cor 4, 20).

PARA REFLETIR
1) Há sinais do Reino em sua vida?
2) Nas famílias e no mundo em geral, quem está governando (quem exerce poder)?

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