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A missão no coração da fé cristã (Rm 10,10-17)

(o que este evangelho nos diz?)

Queridos irmãos e irmãs,

Adentramos outubro, mês das missões, que tem sua centralidade em Jesus, “o primeiro e maior evangelizador”, que incessantemente nos envia a anunciar o Evangelho do amor de Deus Pai, com a força do Espírito Santo.

A missão é o coração da fé cristã. De fato, a Igreja é, por sua natureza, missionária; se assim não for, deixa de ser a Igreja de Cristo, não passando de uma associação entre muitas outras que rapidamente veria perder-se a sua finalidade e desapareceria. Por isso, somos convidados a interrogar-nos sobre algumas questões que tocam a própria identidade cristã e as nossas responsabilidades de crentes, em um mundo embaralhado com tantos devaneios, ferido por grandes frustrações e dilacerado por numerosas guerras entre os próprios irmãos, que injustamente atingem, sobretudo, os inocentes.

Qual é o fundamento da missão? Qual é o coração da missão? Quais são as atitudes vitais da missão? A missão da Igreja, destinada a todas as pessoas de boa vontade, funda-se sobre o poder transformador do Evangelho. Este é uma Boa Nova portadora de uma alegria contagiante, porque contém e oferece uma vida nova: a vida de Cristo ressuscitado, o qual, comunicando o seu Espírito vivificador, torna-se para nós Caminho, Verdade e Vida (cf. Jo 14, 6). É sobre isso que trata a leitura de hoje que Paulo escreve aos romanos, sobre a necessidade de mensageiros que preguem a Palavra para que as pessoas possam professar Jesus Cristo como o seu Senhor e sejam salvos.

Jesus é Caminho que nos convida a segui-lo com confiança e coragem. E, seguindo Jesus como nosso Caminho, fazemos experiência da sua Verdade e recebemos a sua Vida, que é plena comunhão com Deus Pai na força do Espírito Santo, liberta-nos de toda a forma de egoísmo e torna-se fonte de criatividade no amor.

Deus Pai quer esta transformação existencial dos seus filhos e filhas; uma transformação que se expressa como culto em espírito e verdade (cf. Jo 4, 23-24), ou seja, em uma vida animada pelo Espírito Santo à imitação do Filho Jesus para glória de Deus Pai. “A glória de Deus é o homem vivo” (Santo Ireneu). Assim, o anúncio do Evangelho torna-se palavra viva e eficaz que realiza o que proclama (cf. Is 55, 10-11), isto é, Jesus Cristo.

Quando, pois, a Igreja atribui a si a missão de evangelizar, esta missão não vem de nenhum outro lugar senão da vida do próprio Filho de Deus que habitou entre nós levando uma Boa Notícia aos pobres, aos necessitados, aos caídos a beira do caminho. É de Jesus e da sua prática que brota a missão daqueles que se “conformam” com Cristo, ou seja, daqueles que vão se moldando, con-formando com seu jeito de ser.

Assim reconheceremos a Igreja de Jesus, quando ela manifestar aos homens e mulheres dos nossos dias, o amor, a esperança e o acolhimento que emanam do coração do Ressuscitado. E dessa mesma forma reconheceremos se nossas células são alimento para a comunidade se elas forem sinal de salvação para tantas vidas que são vividas sem a esperança que brota da fé em Deus. 

PARA REFLETIR:

1- Por que você acha que a Igreja insiste tanto no tema da evangelização?

2- Com aquilo que você conhece de Jesus, qual a dificuldade maior em nos tornarmos discípulos missionários dele?

3- Leia de novo a passagem de Rm 10,14-15. O que ela leva cada um a responder ao Senhor?