Estudo Semanal
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Amarrados ao pecado (Gn 19,15-29).

Queridos irmãos e irmãs,

Somos todos conhecedores das nossas limitações e fraquezas e desejamos que esta realidade não nos impeça de seguir a estrada de nosso Senhor. Por isso é preciso a coragem de fugir do pecado, deixando-o para trás sem saudades.

Nas situações "difíceis" ou "de conflito”, as atitudes recorrentes geralmente são quatro:

1ª) A "lentidão" -  Quando o anjo  aconselha a Lot de deixar para trás a sua cidade destruída, ele obedece, mas com bastante hesitação: ele sofre "a incapacidade do desapego do mal e do pecado". Por esta razão, começa até a negociar com o anjo.

Embora as situações de pecado sejam muitas vezes difíceis de superar, nosso Senhor sempre nos diz: "Fuja! Você não consegue lutar ali, porque o fogo e o enxofre vão matar você".

Quem seguiu à risca este princípio foi Santa Teresinha do Menino Jesus, que reconhecia que, em determinadas tentações, "nós somos fracos e temos que fugir". Mas esta é uma fuga que nos leva para a frente, para avançar no caminho de Jesus".

2ª) A saudade do pecado -  O anjo disse a Lot: "Não olhes para trás". Pediu-lhe que vencesse a saudade do pecado, na qual tinha caído o povo de Deus no deserto quando sentiu "saudades das cebolas do Egito", esquecendo-se que aquelas cebolas eram servidas "à mesa da escravidão"
.
É preciso, portanto, vencer a tentação da “curiosidade”, que, em situações de pecado, não nos serve de nada, apenas nos prejudica.

O pecado justamente nos escraviza porque a tentação nos oferece uma “satisfação” que temos dificuldade de rejeitar, quer porque nos agrada, nos preenche em alguma carência ou porque simplesmente nos dá algum tipo de prazer do qual sentiremos saudades ao abandoná-lo.

3ª) O medo é a próxima tentação a vencer, depois da “lentidão” e da “saudade” do pecado. O mesmo medo que assalta os apóstolos durante uma tempestade no mar de Tiberíades (cf. Mt 8,23-27). Em pânico, eles exclamam: "Senhor, salva-nos, que perecemos!". Ter medo de avançar no caminho do Senhor também é uma tentação do diabo. O medo não é um bom conselheiro, o que Jesus deixa claro diversas vezes. A nossa fraqueza não nos deve levar a desistir, muito menos a achar que conseguiremos sozinhos avançar por novos caminhos, mas deve nos conduzir à entrega confiante nas mãos daquele que nos pode renovar

4ª) A quarta atitude diante do pecado é virtuosa: é "a graça do Espírito Santo"

Diante da lentidão para combater o pecado, diante da saudade dos “prazeres do pecado“ e diante do medo de avançar, devemos nos voltar para Deus e admitir: "Senhor, eu tenho essa tentação. Eu tenho optado por continuar nessa situação de pecado. Senhor, eu tenho a curiosidade de conhecer essas coisas. Senhor, eu tenho medo de não ser capaz de avançar".

O que nos salva é sempre a maravilha do novo encontro com Jesus. Mesmo na nossa fraqueza, não somos cristãos ingênuos nem mornos, somos valentes, corajosos, pois cremos que a misericórdia de Deus sempre nos quer alcançar. Mas é preciso obedecer sempre ao que o Senhor nos quer indicar.

Mantendo-nos corajosos em meio à nossa fraqueza, devemos perseverar, não nos deixando levar pela "saudade ruim", nem pelo medo, olhando sempre para Deus, abrindo espaço para que o Espírito Santo opere em nós, nos fortaleça, nos transforme.Não desprezemos a graça do Senhor que continuamente nos chama a uma vida nova.

PARA REFLETIR:

1- O que mais te atrapalha na luta contra o pecado: a lentidão, a “saudade” ou o medo?

2-Você “foge” das situações de pecados ou acha que tem força para combatê-las sozinho?

3-Quais as melhores armas contra o pecado?