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Viver uma alegria verdadeira - Rm 6,12-23

Queridos irmãos e irmãs,

Nesta semana que precede o carnaval nos parecem muito contemporâneas as palavras de Paulo aos romanos, como se fossem ditas para que nós também pudéssemos refletir sobre esta festa e sobre o comportamento cristão em meio a alegria, mas nos eminentes perigos que se escondem por detrás de tantas ocasiões das nossas diversões, festas e lazer.

Acredita-se que o que hoje chamamos “Carnaval” tenha suas origens no século VI a.C. na Grécia; há pinturas gregas em vasos com figuras mascaradas, com fantasias e alegorias que são, certamente, bem anteriores à era cristã. Outras festas semelhantes aconteciam na entrada do novo civil ou pela aproximação da primavera. Eram festas religiosas dentro da concepção pagã e da mitologia com a intenção de, com esses ritos, expiar as faltas cometidas no inverno ou no ano anterior e pedir aos deuses a fecundidade da terra e a prosperidade Mas tudo isso parece ter gerado abusos estimulados com o uso de máscaras, fantasias, cortejos, peças de teatro, etc. Quando o Cristianismo surgiu já deve ter encontrado esses costumes pagãos.

Vivenciando o Evangelho os cristãos aos poucos transformaram o significado de muitas festas pagãs ou míticas procurando purifica-las. Aos poucos essas festas foram sendo substituídas por solenidades do Cristianismo. Em meio à diversidade da sua origem e das transformações pelas quais foi passando, o carnaval é uma festividade complexa e com muitas nuances e prismas. Infelizmente, como acontece com todas as coisas, também temos exageros e violências que lamentamos e exortamos para que a vida humana seja sempre respeitada.

Aquilo que deveria ser motivo de alegria genuína muitas vezes pode dar espaço a uma visão confusa como “despedida dos prazeres carne”, mas que como ironia, acontece favorecendo esses mesmos abusos. Paulo exorta os romanos a cuidarem para não se colocarem a serviço da imoralidade. A mentalidade corrente de hoje é muito “elástica”, tudo pode ser feito, visto, experimentado, aplaudido. Desde os abusos que se cometem contra o próprio corpo ou o corpo alheio, até os “incentivos” à promiscuidade com a farta distribuição de preservativos, como que autenticando que o único problema se restringe à prevenção da gravidez ou de doenças, e não o respeito à dignidade da pessoa como templo do Espírito de Deus.

Neste mesmo ponto de vista, poderíamos nos questionar como deveria ser a nossa aceitação de certos programas de televisão, das próprias novelas, das vitrines (ou gaiolas) em que pessoas se expõem em troca de audiência, contratos, dinheiro, e onde se deixam levar pelos instintos, promovendo valores e comportamentos em desacordo com a vontade de Deus para os seus filhos. Dizer que assistimos para “relaxar” depois de um dia estressante não seria uma forma de enganar a nós mesmos, deixando que lentamente essas mensagens nos roubem os valores do evangelho?

Alegamos não ter tempo para rezar, para ler a Bíblia, para refletir a Palavra de Deus... mas temos tempo para a televisão, para deixar que pelos nossos olhos entre todo tipo de apelo.  Se “os olhos são a lâmpada do corpo” (Mt, 6,22), devemos cuidar para que eles tragam luzes para dentro de nós e não trevas, cuidar para que nos levem por caminhos que aproximem de Jesus e dos irmãos e não por caminhos que nos levam ao pecado.  Lembremos que a recebimento das cinzas na 4ª feira depois do carnaval é o início de um tempo forte de penitência e conversão, e não um incentivo dizendo que antes dela tudo está liberado e tudo é lícito, para que depois Deus venha perdoar.

PARA REFLETIR

1-Que novo ensinamento a carta de São Paulo aos romanos trouxe para a sua vida hoje?
2-Qual sua postura diante dos programas que nos afastam dos valores humanos e cristãos?
3-Como viver as festas e diversões na verdadeira alegria brotada do Evangelho?