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A COMUNIDADE TESTEMUNHA UMA ALEGRIA ESPECIAL (At 8,5-8)

Caros irmãos e irmãs,

Vivemos em tempos que nos desafiam a vencer a barreira do individualismo que impera na sociedade, e precisamente neste aspecto, as comunidades primitivas têm muito a nos ensinar.

O Espírito, já o sabemos, é aquele que une o disperso, é produtor e condutor de calor humano, de amizade, de alegria, de relações que se estabelecem no encontro de pessoas totalmente despojadas, confiantes e que inspiram confiança, alegres e sadias, que são chamadas a viver o mandamento novo para testemunhar, no mundo, Jesus e seu projeto: “Nisto vão reconhecer que vocês são meus discípulos: se tiverem amor uns para com os outros” (Jo13,35).

Um filósofo ateu, chamado Nietzshe, deixou para os cristãos uma grande lição que vale para todos os tempos. Conta-se que passando pela porta de uma igreja, no final de uma celebração eucarística, encontra um grupo de fiéis que saía, e imediatamente observou como todos tinham os rostos carregados de tristeza. Parou, então, e os questionou: -“Vocês, cristãos, afirmam que o seu Deus ressuscitou! No entanto, eu os vejo saindo da igreja com cara de mortos. Como posso acreditar que o seu Deus ressuscitou, se vejo na expressão de cada um de vocês morte e não vida? Se, quem sabe, um dia, puder vê-los com fisionomia alegre e feliz, que comunique a vida, talvez venha, eu também, a crer na ressurreição”.

O TESTEMUNHO É NASCIDO DA CERTEZA
Um depoimento que, sem sombra de dúvida, faz pensar, especialmente no contexto de uma Igreja em que muitos de seus quadros, clérigos e leigos, não manifestam para o mundo a alegria e o entusiasmo do testemunho. Neste mesmo sentido, também o Papa Paulo VI já alertava os cristãos: “o que o mundo do nosso tempo procura, ora com angústia, ora com esperança, é receber a Boa Notícia dos lábios, não de evangelizadores tristes e amargurados, impacientes ou ansiosos, mas sim de ministros do Evangelho cuja vida irradie fervor”.

Da vida e ação dos primeiros cristãos, aprendemos que não haverá verdadeira evangelização sem esta alegria do testemunho que se espalha e contagia. Os discípulos trazem consigo a certeza da ressurreição que é poder que vence o mal e a morte. São, portanto, os grandes propagadores desta feliz e boa notícia.

O nosso testemunho pode fazer toda a diferença. Madre Teresa de Calcutá dizia: Tome muito cuidado com sua vida, pois ela pode ser o único Evangelho que seu irmão lê”.

A MARCA DA ALEGRIA
A partir deste princípio, missionários e missionárias devem ser pessoas bem resolvidas e bem-humoradas, saudáveis, realizadas do ponto de vista humano, afetivo, emocional e espiritual, que carregam consigo uma segunda convicção importante: o Vencedor do mal e da morte, o Ressuscitado, não é acontecimento só do passado, mas continua vivo, presente na nossa história: “Ele está no meio de nós”, na luta daqueles que trabalham ardorosamente para vencer hoje o medo, o mal e a morte, e construir vida nova e plena para todos.

Apesar das inúmeras dificuldades e problemas que nos envolvem, marcando e pesando o nosso cotidiano, a alegria deverá ser sempre a carteira de identidade de todo discípulo missionário, lembrando, em especial, o testemunho dos apóstolos que, mesmo em meio às perseguições, ficavam “contentes por terem merecido sofrer insultos por causa do nome de Jesus”, e mesmo diante das dificuldades, no templo e pelas casas, continuavam a ensinar e anunciar que Jesus é o Cristo.(At 5,41-42)

PARA REFLETIR:

1-Você e sua célula são testemunhas da alegria do ressuscitado para a humanidade e para o mundo? Como funciona a acolhida e a convivência entre as pessoas?

2- Como é possível fazer para que, apesar dos sofrimentos que marcam nossas vidas, a alegria seja a marca registrada do nosso seguimento a Jesus?

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