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A encarnação do Verbo - Mt 1, 18-24

Na quarta semana do Advento, lembrando a espera de Maria e José, bendizemos o Pai pela manifestação de seu Filho em nosso meio. Ele vem nos livrar do pecado e da morte e nos introduzir no seu Reino de Vida e de Liberdade.
A Salvação que vem de Deus não é um sonho irreal, mas é sua própria presença, manifestada em seu Filho e envolvendo todas as pessoas que pela conversão aderem a ele.

A terra e toda a humanidade se encontram grávidas do Reino e entram no dinamismo do amor e da fidelidade de Deus que conduz a história do "Menino" e dos que com ele se tornam construtores da justiça e da paz.

José foi pré-advertido. Uma Virgem conceberá o Filho de Deus, Jesus Cristo, da estirpe de Davi.

Neste tempo do Advento somos convidados a perceber, ler e compreender os sinais divinos. Na semana passada Jesus mostrou os sinais aos discípulos de João Batista. Nessa semana, o tema dos sinais e a importância de sua compreensão reaparecem com mais intensidade.

A narrativa da situação de Maria e José não deve ser vista como uma descrição de fatos históricos, mas uma CATEQUESE, destinada a proclamar verdades de Salvação:

- Jesus vem de Deus: sua origem é divina. Maria encontra-se grávida por obra do Espírito Santo
- Missão de Jesus: o seu nome mostra que ele vem de Deus com uma proposta de salvação para os homens: "Jesus" significa "O Senhor salva".  O seu Nascimento de uma "Virgem" afirma que Jesus é o Messias anunciado pelos profetas, enviado por Deus para restaurar o reino de Davi

- José desempenha um papel importante: pela sua obediência (= aquele que escuta), realizam-se os Planos e as promessas de Deus. Confiando na palavra de Deus, penetra na obscuridade do Mistério divino, e se incorpora no plano salvador de Deus, com plena disponibilidade. A sua pessoa nos questiona... Ele é o homem a quem Deus envolve nos seus planos misteriosos, mas que tudo aceita, numa obediência total a Deus.

- Maria nos convida a admirar o que o Senhor operou nela e a acreditar na vitória da vida também onde nós só enxergamos sinais de morte.

A Igreja (e nós também) somos chamados a fazer o papel do anjo (mensageiro e decodificador dos sinais divinos), para ajudar as pessoas a ler os sinais de Deus e transformar o Mistério divino em projeto pessoal e também em projeto evangelizador das comunidades. O Evangelho diz que José era um homem justo, quer dizer, "ajustado" à vontade divina.

Há vários sinais que decorrem da compreensão e aceitação da vontade divina, que nos ajudam a compreender o Natal como missão para que o projeto divino aconteça através da vida pessoal.

Em teoria, já somos capazes de diferenciar entre os sinais do Natal de Jesus e do natal comercial. O que precisamos, agora, é iniciar outra reflexão para colocar o Natal de Jesus no seu verdadeiro lugar: em primeiro lugar.

José ficou pressionado entre o sinal divino, da Maria grávida, e o sinal humano de abandonar tudo, fugindo do projeto divino. Deus não o castigaria por isso, mas ele preferiu assumir, na liberdade, o desafio de viver o projeto divino ao lado de sua Maria, a quem amava, depois de entender o alcance do sinal divino.

Esse é outro sinal do Natal: na família que se ama, no casal que se ama, o sinal do Natal de Jesus torna-se mensagem de vida entre nós.

A festa do Natal que se aproxima deve ser o encontro de cada um de nós com este Deus; e esse encontro só será possível se tivermos o coração disponível para O acolher e para abraçar a proposta que Ele nos veio fazer.

PARA REFLETIR:
1- Sou capaz, como Maria, de dizer todos os dias “sim”, de forma que, através de mim, Deus possa nascer no mundo e salvar os homens?

2- Sou capaz de acolher os projetos de Deus, mesmo quando eles desorganizam os meus projetos pessoais?

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