Estudo Semanal
Home - Evangelização em Células - Estudo Semanal

A COMUNIDADE – ESPAÇO ACOLHEDOR E FRATERNO (Lc 19, 1-6)

Queridos irmãos e irmãs,

Na busca da superação do individualismo,  encontramos, no livro dos Atos, o uso abundante da casa como espaço do núcleo familiar, mas também espaço comunitário, caloroso e hospitaleiro que favorece o encontro dos ouvintes e praticantes da Palavra.

Nas origens da Igreja estão duas ideias que nos levam a reconstruir todo este seu sentido rico de acolhimento, de abrigo e de espaço onde todos procuram realizar a sua vocação para a felicidade:

- em sentido sociológico: Igreja vem de tempos antigos, quando reunia cidadãos, homens livres que, convocados por um líder, discutiam, em praça pública, questões ligadas à comunidade.
- em sentido teológico, a Igreja nasce como encontro da comunidade dos fiéis, provocado por Cristo e pelo Espírito para celebrar, aprofundar a fé e discutir seus problemas à luz do Evangelho.
A própria origem da palavra Igreja, acompanhada dos primeiros retratos das comunidades cristãs, nos atestam que ela nasceu, em primeiro lugar, como acontecimento; e só depois, como instituição.

A CASA É LUGAR PRIVILEGIADO

Nos relatos evangélicos, a casa também aparecerá como lugar dos acontecimentos mais significativos para a comunidade dos discípulos e discípulas: na casa, Jesus educa (Mt 13,36); na casa, Jesus ama e perdoa (Lc 7,36-50), na casa, Jesus cura (Lc 14,1-4), na casa, Jesus liberta do egoísmo e da avareza (Lc 19,1-10), na casa, Jesus descansa (Lc 10,38-42); na casa, Jesus parte e reparte o pão como sinal de sua presença permanente em todos os que aprendem a partir e repartir pão, trabalho, terra, teto, saúde, educação...(Mc 14,12-24) A casa, portanto, é o espaço privilegiado do reabastecimento da fé para continuar, com força e coragem, a caminhada missionária no mundo.

Por isso mesmo, a casa será, por excelência o lugar da hospitalidade e da solidariedade, do perdão e da festa, onde cada um se sinta reunido e acolhido. Toda esta perspectiva de casa como lugar de “fonte” da missão nos chama a atenção e também à conversão para o “novo-velho” modo de toda a Igreja ser.

INCORPORAÇÃO NA COMUNIDADE CRISTÃ

Se por um lado, a casa apresenta toda essa diversidade de oportunidades de encontro, partilha e serviço, por outro, ela não pode se bastar em si mesma, desconectando-se da grande comunidade de fé.

Todo este agir nas casas deve culminar por levar a pessoa à grande comunidade, pois sem a Igreja ela não tem como desenvolver a vida nova em plenitude. O grande objetivo da evangelização não é a transformação de indivíduos isolados sem nenhum nexo entre si, mas a integração de comunidades cristãs autênticas, onde é vivida a salvação trazida por Jesus Cristo. E mais, a vida em plenitude só se experimenta em união efetiva com os demais irmãos na fé: a Igreja.

A comunidade, portanto, não é opcional. É absolutamente necessária para perseverar na vida nova. Enquanto nas casas desenvolvemos fortemente a dimensão do “uns aos outros”, na Igreja desenvolvemos a dimensão do “eu com Deus”, a nossa dimensão do sagrado. Pois é lá que participamos da mesa da palavra e do pão,  realizamos os sacramentos, celebramos a vida, morte e ressurreição de Jesus, onde fazemos comunhão como povo de Deus e nos alimentamos para a missão.

De fato, as células e as reuniões no templo são estruturas diferentes, que dão equilíbrio ao crescimento da igreja. Por isso, todo cristão verdadeiramente comprometido precisa ter o compromisso de estar semanalmente na célula e  também na celebração no templo.

PARA REFLETIR:

1-Quais sentimentos despertam em você quando participa da reunião nas casas e quando participa no templo?
2-Você já conseguiu o equilíbrio entre estas duas dimensões de experiência na fé?
3-Você ainda percebe preconceito das pessoas com relação aos encontros nas casas, ou no templo? Por que?

 

Voltar